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Há 54 anos no mercado de reparação, a mecânica Foxcar não parou no tempo. Pelo contrário: a tecnologia é uma das principais ferramentas para o bom andamento do negócio

Se você é do ramo de reparação e está lendo essa matéria, sabe que para ter sucesso na área o profissional deve oferecer bom atendimento e serviço, e passar um orçamento justo.

Mas os mecânicos não têm tempo de ligar para todos os distribuidores e varejistas para saber o preço de uma peça, afinal, o trabalho é cobrado por hora e o cliente não tem paciência de esperar. É nesse momento que a internet entra para salvar a vida de quem atua no setor.

Considerados avessos à internet, os mecânicos têm mudado essa fama. Há tempos, ela não corresponde com a realidade dos profissionais automotivos. A rede tem ultrapassado limites de comunicação, antes intransponíveis neste setor.

Hoje, por causa da internet, mecânicos e consumidores finais podem tirar dúvidas e estreitar relações com fabricantes, distribuidores e varejistas. Uma verdadeira revolução no mercado de reposição.

A web também serve como um fonte de estudo para muitos profissionais automotivos, que, através de um clique, acessam um universo de novidades e oportunidades para crescerem mais na área.

+ Leia mais: Uma nova possibilidade para os mecânicos

Além da comunicação mais afinada e o acesso à conteúdos técnicos, a internet tem sido utilizada para comparação de preços e, é claro, para compra de autopeças.



“Nós, de oficina, não temos preconceito nenhum com a internet, inclusive, a utilizamos muito para pesquisa e até para compra”, afirma Reinaldo Nadim, proprietário da Foxcar, localizada na Vila Prudente, em São Paulo.

Um novo momento para o setor

A tecnologia, inclusive, é uma forte aliada no dia a dia da Foxcar, uma das oficinas mais tradicionais da Zona Leste da cidade. Fundada pelo pai de Reinaldo, o sr. Roberto Nadim, em 1963, o espaço, que antigamente chamava Paulifusken, foi rebatizado de Foxcar em 1994.

Hoje, o espaço de 550 m² é cenário de trabalho de cinco mecânicos, que não dispensam a ajuda da rede quando surge uma dúvida. “Disponibilizo computadores para esse tipo de pesquisa. Temos um dedicado apenas para baixar catálogos de fabricantes”, afirma Reinaldo Nadim.

Mudanças positivas

Nos primeiros anos da oficina, lá na década de 1960, a rotina era bem diferente da atual. O processo era mais lento, não existia telefone, muito menos a internet para facilitar o trabalho.

As compras de autopeças tinham de ser presenciais, nos distribuidores e varejistas; os orçamentos para os clientes eram passados apenas pessoalmente; e a pesquisa de peças e de informações técnicas somente em catálogos impressos, que muitas vezes não eram atualizados com frequência.

“A web trouxe mais fluidez para nossa rotina. Em vez de perdermos tempo ligando para varejistas, pedindo orçamento, em uma busca no Google conseguimos encontrar onde tem o produto e quanto custa. Temos que tomar decisões rapidamente, já que trabalhamos por hora”, diz Nadim. “Economizamos tempo e dinheiro, e passamos orçamento mais preciso para o cliente.”



A tecnologia trouxe também uma ferramenta que tem feito a diferença na vida de todos nós, inclusive, de profissionais automotivos: o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp.

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“O aplicativo é sensacional, pois tiramos fotos e mandamos vídeos para os clientes, que muitas vezes não confiam nos mecânicos. Assim mostramos claramente o problema do carro e eles acabam confiando mais”, diz.

Uma ajuda extra

Mas, há um ano, a internet mostrou para Nadim uma plataforma que melhoraria ainda mais seu dia a dia, o Canal da Peça. Ela tem sido utilizada quando o empresário ou seus mecânicos não encontram um produto nos distribuidores habituais.

“Pelo código da peça e modelo do carro, conseguimos filtrar os produtos, fazer comparação de preço e encontrar os varejistas mais próximos. Quase sempre que pesquiso, o lojista Gainer, que já é nosso fornecedor há muito tempo, tem o produto”, explica. “Como estamos localizados no mesmo bairro, retiramos no balcão ou pedimos para o motoqueiro deles trazer a peça.”



De acordo com Alex Stamatto, vendedor da Gainer, de fato, a entrada em uma plataforma específica para o setor foi um divisor de águas. “Além da facilidade de criar uma loja virtual, o melhor é a visibilidade que ela nos dá”, opina.

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Um novo meio de compras

Os shoppings virtuais têm sido eficientes cenários de compra dos brasileiros. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce brasileiro cresceu, em 2016, 11% em relação ao ano anterior e obteve um faturamento de R$ 53,4 bilhões. A previsão, para 2017, é crescer ainda mais 12%, faturando R$ 59,9 bilhões.

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Em vista dos resultados animadores, até quem nunca vendeu pela rede tem se interessado pelo assunto, como o próprio Reinaldo. “Quando sobra alguma peça no nosso estoque, sempre vendo pela internet. Penso, em um futuro não tão distante, montar uma loja virtual”, revela Nadim, que já saiu na frente de seus concorrentes. Ele comercializa os serviços da oficina pela web.

+ Veja mais: Uma loja virtual para chamar de sua

“Temos um site, no qual contamos nossa história, e já temos a opção de agendamento de serviços. Em breve, montaremos ‘combos’ de manutenção. Dessa maneira, o cliente já tem em mente quanto irá gastar na oficina mecânica”, explica.

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Já a divulgação é feita na página da oficina no Facebook. “Alimentamos nosso canal com informações relevantes e matérias sobre o universo automotivo, mas não pretendemos fazer agendamentos por lá também.”

Credenciados da alemã Bosch, a oficina também pode ser encontrada no portal Comprebosch.com.br. “A marca é muito forte no mercado, impõe respeito e credibilidade. Estarmos presente no portal, em uma outra vitrine, é ótimo para nós”, garante ele, que chega a atender 140 carros por mês.

Agilidade em um clique

Para Reinaldo, a tendência do setor é ficar cada vez mais digital. “Hoje, damos preferência aos catálogos online. Ninguém quer mais ficar folheando até achar o que procura. Queremos agilidade. As marcas estão se digitalizando, então, não dá mais para andarmos para trás”, diz. “Baixamos também aplicativos dos fabricantes para termos, em nossas mãos, quando precisarmos”.



Um de seus mecânicos, Fabio Higa, aprova a iniciativa do chefe. “Acho muito importante contarmos com a ajuda da internet. Os vídeos também são muito úteis para nós. O setor carece de informações técnicas”, diz.

Atuando com oficina mecânica desde os 12 anos de idade, Reinaldo Nadim acredita que, em termos de facilidade, o setor está no seu auge. “Já vivenciei vários momentos e, hoje, tudo está mais cômodo por conta da internet. O mercado será digital em pouco tempo, o que irá, felizmente, agilizar ainda mais nosso trabalho”, afirma.

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