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O comércio eletrônico tem sido a escolha de lojistas que querem ter mais um canal de vendas – e de renda. Quem entra, não sai mais. É o caso da Galpão Autopeças: hoje, 40% de seu faturamento vêm da internet. Inspire-se na história muito bem-sucedida da loja paulistana

Especializada em injeção e elétrica, a Galpão Autopeças também se tornou referência pelo seu sucesso no comércio eletrônico. “Vendemos online há alguns anos e isso tem feito toda a diferença nos nossos negócios”, diz Jefferson Masullo, sócio-proprietário da loja.

Há mais de duas décadas na Vila Granada, na zona leste de São Paulo, a visibilidade para todo o Brasil foi um dos pontos que mais chamou sua atenção. “Antes, tínhamos certa restrição em comprar e vender pela internet, tanto que entramos meio desacreditados. Mas começamos a atingir regiões de várias partes do Brasil e percebemos que o futuro estava ali”, afirma.

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Com e-commerce próprio e loja personalizada pela nossa plataforma, Canal da Peça, a Galpão, versão online, está quase se igualando à sua tradicional loja física. “Hoje, 40% das vendas vêm da internet”, comemora Masullo.

Aposta certa

Quando o Canal da Peça começou a operar, em 2013, o lojista não perdeu tempo e apostou na plataforma. “Posso dizer que nós alavancamos com o Canal da Peça. Fazemos atualmente, no mínimo, cinco vendas diárias pela plataforma. Já chegamos a enviar 13 produtos em um único dia”, diz o varejista, que até a última semana de janeiro batia a marca de 1,1 mil vendas pelo nosso canal.

Sabe aquelas peças que para o varejista são difíceis de vender e, para o consumidor, são difíceis de achar? A web torna a venda e a busca muito mais fáceis. Nossa plataforma se destaca, principalmente, nessa categoria, tornando seu estoque antigo uma fonte de vendas garantida.

“É essencial estarmos no Canal da Peça. As peças de baixo giro são vendidas mais facilmente, o que não acontece quando as deixamos apenas na loja física”, afirma Jefferson Masullo.

“Já os consumidores que moram em cidades pequenas encontram o que precisam. Não consigo mais enxergar minha loja fora da web”.

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Para Masullo, um dos momentos mais gratificantes é exatamente este: quando clientes de regiões menores encontram em sua loja o que necessitam. “Frequentemente recebo ligações de pessoas que moram em cidades bem pequenas agradecendo pela peça ou, muitas vezes, dando um feedback positivo. Fico muito feliz quando sei que a peça deu certo, principalmente em locais que têm poucos distribuidores”.

+ Um canal para ver e ser visto 

Muitos usuários da nossa plataforma vão pessoalmente à loja de Masullo. “O Canal da Peça traz muitos clientes. Tem gente que liga ou vem na loja só porque nos encontrou na plataforma. Ela nos dá muita visibilidade. Uma média de cinco clientes vêm diariamente na loja com print do Canal da Peça ou com o código do item”, afirma.

Entrega rápida

O varejista disponibiliza todas as formas de entrega do Canal da Peça e, ainda, conta com oito motoqueiros próprios e um motorista. “Às vezes, o item chega em menos de uma hora para o cliente”, diz.

Uma das formas de entrega ganhou um reforço especial da equipe da Galpão, a Retirada na Loja. “É muito comum clientes que moram na região optarem por retirar no balcão. Nesses casos, ligamos para cada um deles para agendar horário, assim, conseguimos oferecer uma experiência mais personalizada”, ensina Masullo.


“Para nós, a opção de retirada é muito interessante, pois como também vendemos acessórios, o cliente sempre acaba levando mais alguma coisa”.

Entre todas as formas de entrega, os Correios saem na frente. “É simples, rápido e seguro. Ainda mais depois que o Canal da Peça aderiu a PLP. Tudo ficou mais fácil. A plataforma se igualou aos maiores marketplaces do País”, opina.

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A PLP, sigla para pré-lista de postagem, trata-se de uma etiqueta de postagem para controle que indica que o vendedor postou o produto nos Correios, onde imediatamente ele é rastreado. O processo confere mais segurança aos clientes.

“Assim que despachamos, automaticamente, o cliente já consegue rastrear pelo site dos Correios. É uma forma eficiente de acompanhar a peça até o destino final”.

Cupons de desconto: um bom negócio

Sendo membro do Clube Canal da Peça, a Galpão consegue oferecer vantagens exclusivas aos seus clientes – isso porque a plataforma tem parceria com grandes fabricantes, que, regularmente, fazem ações para favorecer lojistas que vendem seus produtos.

Os cupons de desconto e frete grátis estimulam consumidores a comprarem mais pela rede. “É um grande incentivo para compra. Muitas vezes, aproveitei os cupons para adquirir produtos e deixá-los no meu estoque. Na maioria das vezes que comprei no Canal da Peça utilizei os descontos”, afirma o consumidor Geliad de Almeida.

Comprar mais do que precisa é uma prática comum dos usuários que utilizam os cupons de desconto. “Brasileiro adora desconto. Quando oferecemos cupons, percebemos que o mesmo cliente compra mais peças iguais. Mesmo quem não está precisando, aproveita para comprar”, opina Masullo.


De acordo com um levantamento feito pelo portal CupoNation, referência em ofertas, entre julho de 2015 e julho de 2016, houve um aumento de 50% na busca por cupons de desconto na internet.

A pesquisa ainda revela que a procura pelo termo “cupom de desconto” no Google mostra que os consumidores têm dado preferência à internet pela facilidade de comparar preços e encontrar formas de economizar.

O e-consumidor ativo pode poupar até R$ 4,7 mil por ano com os cupons de desconto. “O frete grátis também anima quem mora em regiões mais distantes, no entanto, quem precisa de uma peça vai acabar comprando de qualquer maneira”, complementa.

A digitalização é fundamental

Para o varejista, mais fabricantes deveriam apostar no Canal da Peça, já que a plataforma tem a missão de aproximar todas as pontas da cadeia, beneficiando o setor como um todo.

“Não entendo como tem fábricas que ainda não têm catálogo eletrônico no Canal da Peça. É um meio muito importante para o mercado hoje em dia”, diz.

“O Canal da Peça é, sem dúvida, o melhor lugar para encontrar peças. Fabricantes que focaram nesse canal, como DS e MTE, cresceram bastante no universo digital. E isso tem convertido para nós, varejistas”, diz Masullo.

E falando em catálogos eletrônicos, eles são essenciais na vida de quem atua no setor. “A indústria precisa entender que ter um meio de consulta digital é importantíssimo para nós. Usamos muito. Os balconistas, inclusive, quando não encontram uma peça no estoque, colocam o código original no Canal da Peça para facilitar a busca e identificar o produto. É excelente”, afirma.

Para Masullo, quem não aderir às mudanças, vai perder clientes. “Em cinco anos, os lojistas que só estão offline vão sofrer muito, assim como a indústria que não se digitalizar. Quem não se adaptar ao mercado, vai perder vendas”.

De acordo com Romero Rodrigues, fundador do Buscapé e um dos nomes mais cotados quando o assunto é transformação digital, a digitalização está acontecendo mais rápido do que as pessoas imaginam.

“Hoje, cerca de 2/3 das consultas de produtos são feitas pelo celular. Mas muitas pesquisas ainda são convertidas em vendas no shopping. No entanto, a transação online vai acontecer em algum momento. Ferramentas como o Canal da Peça começam a ajudar a cadeia como um todo”, afirma.

A praticidade das soluções digitais, segundo ele, tem motivado quem atua na área de reparação. “O mecânico pode estar arrumando o carro e, na mesma hora, já ir pesquisando determinada peça pelo celular. Acredito que em no máximo três anos, o mercado estará totalmente digital”, diz Rodrigues.

+ Leia, na íntegra, a entrevista com Romero Rodrigues

Setor mais unido

A Galpão comercializa o portfólio completo da empresa brasileira MTE-Thomson e, para o varejista, ter a chance de expor seus produtos no portal da marca só traz boas vendas. “É ótimo estarmos visíveis no marketplace da MTE também. A maioria das nossas vendas, inclusive, vem de lá”, diz.

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A parceria da Galpão com a MTE já rendeu até uma viagem para a Alemanha. “Em 2014, fomos com o Alfredo (Bastos Jr, diretor de marketing da MTE-Thomson) para a Automechanika Frankfurt. Passamos uma semana lá, onde também pudemos conhecer empresas com foco em e-commerce. Voltamos com ideias para nos destacar digitalmente”, comenta Masullo.


De acordo com o varejista, a exposição no Canal da Peça faz a loja ganhar cada vez mais destaque no competitivo cenário virtual.  

“Como éramos pequenos na web, ter nossa marca visível nesses grandes portais, como a MTE e o próprio Canal da Peça, fez com que ganhássemos muita visibilidade. Eu indico para todos os varejistas. Muitos fabricantes, que antes fechavam as portas para nós, hoje nos procuram pelo nosso destaque na internet”, revela Jefferson Masullo.

Outro serviço também tem ajudado o lojista: o SAC. “A equipe da plataforma é muito boa, sempre nos auxilia quando precisamos”, afirma. “Quando um cliente faz uma compra errada, o SAC resolve o problema. Não temos preocupação”.

A propaganda é a alma do negócio

Um ponto que é levado muito a sério na Galpão é a divulgação. Ela é feita através das redes sociais, como Instagram e Facebook, e-mail marketing, WhatsApp e até de uma forma bem menos digital: a panfletagem. “É uma maneira de atrair quem ainda não está online”, comenta. “Mas, sem dúvida, os outros meios são mais abrangentes”.

A Galpão manda semanalmente e-mail com dicas para sua lista de clientes, já as promoções são postadas no Instagram e Facebook. O WhatsApp também é usado para o disparo dessas ações e, por lá, são concretizadas boas vendas.

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“Criamos lista de transmissão e sempre que temos novidades mandamos. Frequentemente, fazemos vendas por lá: passamos o link do produto para o cliente visualizar; outras vezes, mandamos prints. Costumamos fazer todo o processo de pesquisa, como se fosse consumidor, e mandamos apenas para o cliente finalizar ”, diz.

Uma nova era

Com tantas formas de promover sua loja e com a tecnologia a favor de todos, para Masullo, a nova era já começou. “O brasileiro já sabe usar as ferramentas digitais, tem celular com internet, sabe procurar informações. O comércio eletrônico já é uma realidade no País. Além da evolução digital, houve uma evolução fiscal. Hoje, tem até legislação para o e-commerce. As vendas online já superam muitos balcões por aí”, acredita.

Para ele, em pouco tempo, todos do setor terão um canal na internet. “Poucas lojas vão sobreviver. O cliente não tem mais a necessidade de ir até uma autopeças. O conforto vai prevalecer. É mais cômodo, mais fácil, seguro e, de quebra, ajuda o consumidor a economizar, já que é possível comparar preços”, conclui.

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