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Caiu na rede, é bom negócio

Um dos principais canais de vendas atualmente, a internet também tem mostrado seu potencial no mercado de autopeças. Confira as dicas para se destacar no concorrido varejo online

Numa sexta-feira de fevereiro, depois de visitar cinco lojas de autopeças em Brasília, o mecânico Odiran Santos decidiu que a internet seria seu principal canal de compras. “Precisava urgente de uma peça, mas só consegui encontrá-la na internet. Nunca havia comprado virtualmente, mas gostei da experiência”, afirma o profissional, que, desde então, já fez seis aquisições pela rede.

Assim como Odiran, outros prestadores de serviços automotivos e consumidores finais têm utilizado a web para comprar peças. Se sua loja ainda não está online, corra, pois você está perdendo dinheiro.

Pelo menos, é o que mostra uma pesquisa realizada pelo Google. A 2ª edição do Estudo do Setor de Autopeças revelou que o setor cresce ao ritmo de 40% ao ano, enquanto o varejo total apenas 25% no mesmo período.

“O leque de opções de produtos na rede é enorme, então é natural o cliente pesquisar na internet o que não encontra no varejo tradicional”, diz Silvio Laban, coordenador executivo de marketing do Insper. “Há muitos varejistas que têm feito bons negócios na internet, representando até 25% de sua receita total”, afirma.

“Há muitos varejistas que têm feito bons negócios na internet, representando até 25% de sua receita total”, afirma Silvio Laban


Criar um e-commerce, no entanto, pode ser motivo de dor de cabeça para muitos lojistas, que, sem tempo ou habilidade no mundo digital, acabam descartando a ideia de um canal de vendas virtual.

“A internet já é uma realidade e o empreendedor tem de se adaptar à tecnologia”, diz Laban. Para quem não tem experiência no varejo online, as plataformas digitais são boas alternativas. “O risco é muito pequeno, já que o investimento é baixo. E ainda tem a vantagem de poder contar com a expertise por trás da ferramenta contratada, podendo deixar as questões técnicas com os profissionais da área”.

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Porém, nem tudo são flores no mercado virtual. Para não comprar gato por lebre, o contratante deve ser criterioso no momento de escolher sua base de vendas. “A ferramenta tem de estar consolidada no mercado, ter forte presença digital e ser confiável. Lembre-se que sua marca estará associada à ela”, diz Laban.

“Quando conheci a proposta do Canal da Peça, tive certeza que era a ferramenta certa para nós”, diz Carlos Gomes, da loja Carbwel (SP)


No mercado de autopeças, já existe uma plataforma segmentada, feita sob medida para o setor, que é o Canal da Peça – marketplace que contabiliza mais de 300 lojistas de todo o Brasil.

“Me associei ao portal há quatro anos, bem no início do projeto. Quando conheci a proposta do Canal da Peça, tive certeza que era a ferramenta certa para nós”, diz Carlos Gomes, da loja Carbwel (SP). “A plataforma já está pronta, então o varejista não tem que montar um e-commerce. Muito mais rápido e descomplicado”.

 Confira o passo a passo 

A ferramenta digital também pode ser rentável até para quem não tem um ponto físico e CNPJ. No mesmo molde de uma loja online, o usuário do Canal da Peça pode compartilhar o estoque de alguns varejistas em sua página no portal e, assim, faturar com as vendas.

Para o lojista que compartilha seu estoque com outros utilizadores, igualmente há benefícios: se a venda for concretizada através desse modelo, o varejista paga 6% de comissão ao Canal da Peça – no serviço convencional, a taxa é de 12% -, e o usuário vendedor recebe 5% de comissão.

“Eu, como pessoa física, tenho a minha própria loja virtual e só consigo enxergar vantagens. Não tenho trabalho nenhum, já que é o lojista que envia as encomendas. Minha única preocupação é na divulgação do meu estoque”, afirma Renan da Silva Alves (SP).

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O usuário Alisson Moreira (SP) também aprova a iniciativa da plataforma. “Em apenas quatro meses, já vendi 30 peças através da minha página”, diz. “Para aumentar ainda mais as vendas, criei um canal de divulgação no Facebook para atingir os profissionais da área. Está dando certo”, afirma Moreira.

Marcar presença digitalmente, inclusive, pode converter clientes para as lojas físicas. Assim como um marketplace pode ser utilizado para pesquisa de produtos, ele também é um guia de lojas.
Há também outras funções importantes – e lucrativas – por trás de uma plataforma online.

“O varejista tem o controle de quem comprou em sua loja virtual, dessa forma, ele pode criar ações diretas para esses consumidores, ajudando na fidelização”, afirma Silvio Laban. Dizem que a internet é o futuro do varejo. Mas, acredite, já é o presente.

As vantagens do varejo online
  • Baixo investimento e risco
  • Presença online
  • Ações de marketing direcionadas
  • Maior alcance geográfico
  • Aumento da base de clientes
  • Divulgação da marca
  • Relacionamento direto com o cliente
  • Aumento do canal de vendas

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