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Investir em novos negócios na internet tem sido a aposta de mecânicos que querem garantir uma renda extra no fim do mês. Saiba como a Oficina TPS Automotive, em São Paulo, planeja se reinventar no mercado de reparação

No setor de reparação, a tecnologia é ferramenta fundamental. E ela não está envolvida apenas no portfólio dos grandes fabricantes, que, a cada ano, apresentam peças cada vez mais sofisticadas. Também não está somente no maquinário indispensável das oficinas: está na comunicação e no comércio de autopeças.

Felizmente, o setor ganhou uma força a mais com a nossa plataforma, Canal da Peça. A indústria tem utilizado nossas soluções tecnológicas para ajudar mecânicos e consumidores através da digitalização de catálogos e ações promocionais. O varejo, por sua vez, tem se beneficiado dessas ações para aumentar as vendas.

No entanto, reparadores automotivos têm ido além e apostado nas vendas online. Afinal, por que não oferecer um novo destino para aquele estoque parado há anos? As lojas virtuais, enfim, entram para solucionar esse problema.

+ Leia também: Oficina na era digital

Há mais de cinco anos no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, a Oficina TPS Automotive é conhecida pela manutenção de carros importados. Por conta disso, há mais de dois mil itens em seu estoque, entre eles da marca alemã Porsche. A melhor forma de repassá-los é através de um canal de vendas na rede.

“Estamos organizando, item por item, para facilitar a comercialização. Pretendemos, em breve, abrir uma loja no Canal da Peça para colocar nosso estoque à disposição dos nossos clientes. É uma parceria certa”, diz Cesar Calcic, proprietário da TPS Automotive.

Parceria de peso

A entrada no varejo virtual, segundo ele, não irá influenciar seu trabalho como reparador. Pelo contrário, poderá gerar mais clientes.

“Busco sempre parcerias e enxergo o Canal da Peça como ferramenta de apoio, pois o cliente que compra uma peça na plataforma, muitas vezes, não tem uma oficina de confiança. Estar presente no cenário virtual poderá aumentar o fluxo de clientes”, opina. “E, é claro, terei um canal a mais de faturamento”, comenta Cesar Calcic.

Segundo o empresário, a parceria com fabricantes e com a plataforma renderá visibilidade nacional. “Pegar carona com o Canal da Peça será como utilizar um foguete para a lua”, exemplifica.

O e-commerce também embarcou nesse mesmo foguete. O último relatório SpendingPulse, desenvolvido pela Mastercard, apontou um avanço surpreendente nas vendas online em 2017: 22,6%.

O varejo brasileiro, excluindo os setores de automóveis e matérias de construção, teve alta de 1,2% no mesmo período – o que é um alívio em relação aos anos anteriores, que marcaram retração de 8,9% em 2015 e de 4,5% em 2016.

+ Uma nova possibilidade para os mecânicos

“Hoje, o mundo é globalizado através da internet. O online agora é cenário para compra de peça, carro e até casa. Muitas empresas, inclusive, estão abolindo o espaço físico para se dedicar apenas ao virtual”, diz Calcic, que arrisca um motivo para o sucesso do varejo eletrônico: o custo operacional.
 
“É muito mais barato manter uma loja virtual do que uma física. Além disso, o atendimento é mais rápido e, hoje, as pessoas querem ganhar tempo. Claro que o consumidor precisa tomar cuidado e escolher sites seguros, como o Canal da Peça”.

Falando em agilidade, a entrega rápida, para este setor, é essencial. “O processo de devolução é desgastante. A falta de identificação correta pode ser um transtorno para todos. Por isso, é importante um meio de compra detalhado, além, é claro, de um bom frete. A Entrega Expressa, do Canal da Peça, se destaca pela rapidez. Afinal, tempo é dinheiro”, diz.

+ Conheça nossos tipos de entrega

Os mecânicos têm confiado mais na internet. Uma pesquisa da Central de Inteligência Automotiva (Cinau) analisou 488 reparadores independentes no Brasil, revelando que 58% utilizam a rede para fazer compras.

Calcic endossa a pesquisa. “Eu já tive a experiência de compra e não passei por nenhum problema. É rápido e prático. Pelo fato de muitas empresas estarem optando por esse modelo de negócio, tudo leva a crer que no futuro não existirá mais lojas físicas. Tudo tende a ser virtual”, opina ele, que destaca as vantagens do Canal da Peça.

“Em uma busca, encontrei o item que precisava, comparei preços e efetuei a compra. Achei a peça original por um bom preço e sem sair de casa”, afirma.

Já sites generalistas não inspiram a mesma segurança para o empresário. “Muitos não são confiáveis, não sabemos a procedência da peça nem se ela é original. Para nós, de oficina, é bem perigoso”.

Conteúdo na ponta dos dedos

Ao perceberem o potencial da internet, muitas indústrias têm digitalizado seus catálogos para atender a geração mais conectada. Marcas como Bosch, Delphi, SKF e Nakata já vivem a era digital.

“O catálogo eletrônico facilita muito a identificação de uma peça, já que a gama de carros aumentou muito nos últimos anos e, por consequência, a de peças também. Acessar pelo computador ou celular tem agilizado bastante nossa rotina”, acrescenta Calcic.

+ Veja mais: O poder do catálogo online

A indústria também tem gerado conteúdo para o setor, abordando desde assuntos técnicos até gestão de negócio. A empresa brasileira Nakata é uma delas.

“Os mecânicos são peças-chave para nós. Criamos constantemente soluções para ajudá-los a se manterem bem informados”, diz Sergio Montagnoli, diretor de marketing e vendas da Nakata.

“Há uma limitação para juntar mecânicos em cursos, por isso, decidimos também fazer vídeos, que já somam mais de dois milhões de visualizações”, afirma.

Para Montagnoli, o reparador precisa de formação, não apenas informação. “Por isso, sempre visitamos oficinas para ensinar o passo a passo de uma aplicação, já que todos os anos novos modelos surgem. O mecânico precisa estar apto para atender tanto um Gol como uma BMW X1”, diz.

+ Leia a entrevista completa com Sergio Montagnoli 

Fidelização é fundamental

Há 32 anos no mercado automotivo, Cesar Calcic já vivenciou muitas tendências no setor, no entanto, uma nunca sai de “moda”: o atendimento personalizado.

“Tenho como filosofia na minha oficina deixar o cliente 100% satisfeito. Serviço de qualidade e, mais do que isso, personalização do atendimento ajuda na fidelização”, afirma. “Respeito, pontualidade, preço justo e a constante evolução fazem parte do nosso pilar.”


Além de atender com hora marcada, uma prática, segundo ele, faz toda a diferença para ganhar a confiança de quem leva o veículo até sua oficina. “Após o serviço, não jogamos fora nenhuma peça, assim, mostramos todas que foram substituídas e deixamos os itens à disposição, caso a pessoa queira levar embora. Dessa maneira, inspiramos mais confiança.”

+ Confira as dicas da Nakata para encontrar profissionais de confiança

Outra maneira de criar uma relação mais afinada é o uso do WhatsApp. “O nosso funciona direto, das 8 às 18h, e mandamos orçamentos, informações sobre o veículo e fotos. Também atendemos por e-mail e temos canais nas redes sociais. Nosso site, em breve, voltará a ser alimentado”, diz o empresário, que acha importante manter a transparência.

 Veja os benefícios do uso do WhatsApp no varejo

“O mundo é digital, então, temos que fazer parte dele. O primeiro contato do cliente, que ainda não nos conhece, é através da internet. Não adianta ‘maquiar’ nosso trabalho na rede, apresentar um espaço diferente do que é. Temos que ser realistas desde o início”.

Eterna evolução

Para Calcic, a tecnologia no setor no País foi imposta a partir do momento em que o Brasil foi “invadido” por carros importados. “A entrada de recursos tecnológicos começou através da concorrência. Desde então, tudo mudou por aqui”, diz.

“A digitalização e o comércio eletrônico também são frutos da modernização. Cada dia que passa, coisas novas são inventadas para expandir o universo digital. A evolução é constante. Por isso, vamos sempre tentar novas maneiras de crescer na nossa área”, afirma ele, que conclui o pensamento com outro muito conhecido, do filósofo grego Sócrates: “O verdadeiro sábio é aquele que se coloca na posição de eterno aprendiz”. 

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O comércio eletrônico tem sido a escolha de lojistas que querem ter mais um canal de vendas – e de renda. Quem entra, não sai mais. É o caso da Galpão Autopeças: hoje, 40% de seu faturamento vêm da internet. Inspire-se na história muito bem-sucedida da loja paulistana

Especializada em injeção e elétrica, a Galpão Autopeças também se tornou referência pelo seu sucesso no comércio eletrônico. “Vendemos online há alguns anos e isso tem feito toda a diferença nos nossos negócios”, diz Jefferson Masullo, sócio-proprietário da loja.

Há mais de duas décadas na Vila Granada, na zona leste de São Paulo, a visibilidade para todo o Brasil foi um dos pontos que mais chamou sua atenção. “Antes, tínhamos certa restrição em comprar e vender pela internet, tanto que entramos meio desacreditados. Mas começamos a atingir regiões de várias partes do Brasil e percebemos que o futuro estava ali”, afirma.

+ Leia também: Comércio eletrônico a todo vapor

Com e-commerce próprio e loja personalizada pela nossa plataforma, Canal da Peça, a Galpão, versão online, está quase se igualando à sua tradicional loja física. “Hoje, 40% das vendas vêm da internet”, comemora Masullo.

Aposta certa

Quando o Canal da Peça começou a operar, em 2013, o lojista não perdeu tempo e apostou na plataforma. “Posso dizer que nós alavancamos com o Canal da Peça. Fazemos atualmente, no mínimo, cinco vendas diárias pela plataforma. Já chegamos a enviar 13 produtos em um único dia”, diz o varejista, que até a última semana de janeiro batia a marca de 1,1 mil vendas pelo nosso canal.

Sabe aquelas peças que para o varejista são difíceis de vender e, para o consumidor, são difíceis de achar? A web torna a venda e a busca muito mais fáceis. Nossa plataforma se destaca, principalmente, nessa categoria, tornando seu estoque antigo uma fonte de vendas garantida.

“É essencial estarmos no Canal da Peça. As peças de baixo giro são vendidas mais facilmente, o que não acontece quando as deixamos apenas na loja física”, afirma Jefferson Masullo.

“Já os consumidores que moram em cidades pequenas encontram o que precisam. Não consigo mais enxergar minha loja fora da web”.

Confira como é fácil ter sua própria loja virtual 

Para Masullo, um dos momentos mais gratificantes é exatamente este: quando clientes de regiões menores encontram em sua loja o que necessitam. “Frequentemente recebo ligações de pessoas que moram em cidades bem pequenas agradecendo pela peça ou, muitas vezes, dando um feedback positivo. Fico muito feliz quando sei que a peça deu certo, principalmente em locais que têm poucos distribuidores”.

+ Um canal para ver e ser visto 

Muitos usuários da nossa plataforma vão pessoalmente à loja de Masullo. “O Canal da Peça traz muitos clientes. Tem gente que liga ou vem na loja só porque nos encontrou na plataforma. Ela nos dá muita visibilidade. Uma média de cinco clientes vêm diariamente na loja com print do Canal da Peça ou com o código do item”, afirma.

Entrega rápida

O varejista disponibiliza todas as formas de entrega do Canal da Peça e, ainda, conta com oito motoqueiros próprios e um motorista. “Às vezes, o item chega em menos de uma hora para o cliente”, diz.

Uma das formas de entrega ganhou um reforço especial da equipe da Galpão, a Retirada na Loja. “É muito comum clientes que moram na região optarem por retirar no balcão. Nesses casos, ligamos para cada um deles para agendar horário, assim, conseguimos oferecer uma experiência mais personalizada”, ensina Masullo.


“Para nós, a opção de retirada é muito interessante, pois como também vendemos acessórios, o cliente sempre acaba levando mais alguma coisa”.

Entre todas as formas de entrega, os Correios saem na frente. “É simples, rápido e seguro. Ainda mais depois que o Canal da Peça aderiu a PLP. Tudo ficou mais fácil. A plataforma se igualou aos maiores marketplaces do País”, opina.

+ Veja mais: Frete sob medida

A PLP, sigla para pré-lista de postagem, trata-se de uma etiqueta de postagem para controle que indica que o vendedor postou o produto nos Correios, onde imediatamente ele é rastreado. O processo confere mais segurança aos clientes.

“Assim que despachamos, automaticamente, o cliente já consegue rastrear pelo site dos Correios. É uma forma eficiente de acompanhar a peça até o destino final”.

Cupons de desconto: um bom negócio

Sendo membro do Clube Canal da Peça, a Galpão consegue oferecer vantagens exclusivas aos seus clientes – isso porque a plataforma tem parceria com grandes fabricantes, que, regularmente, fazem ações para favorecer lojistas que vendem seus produtos.

Os cupons de desconto e frete grátis estimulam consumidores a comprarem mais pela rede. “É um grande incentivo para compra. Muitas vezes, aproveitei os cupons para adquirir produtos e deixá-los no meu estoque. Na maioria das vezes que comprei no Canal da Peça utilizei os descontos”, afirma o consumidor Geliad de Almeida.

Comprar mais do que precisa é uma prática comum dos usuários que utilizam os cupons de desconto. “Brasileiro adora desconto. Quando oferecemos cupons, percebemos que o mesmo cliente compra mais peças iguais. Mesmo quem não está precisando, aproveita para comprar”, opina Masullo.


De acordo com um levantamento feito pelo portal CupoNation, referência em ofertas, entre julho de 2015 e julho de 2016, houve um aumento de 50% na busca por cupons de desconto na internet.

A pesquisa ainda revela que a procura pelo termo “cupom de desconto” no Google mostra que os consumidores têm dado preferência à internet pela facilidade de comparar preços e encontrar formas de economizar.

O e-consumidor ativo pode poupar até R$ 4,7 mil por ano com os cupons de desconto. “O frete grátis também anima quem mora em regiões mais distantes, no entanto, quem precisa de uma peça vai acabar comprando de qualquer maneira”, complementa.

A digitalização é fundamental

Para o varejista, mais fabricantes deveriam apostar no Canal da Peça, já que a plataforma tem a missão de aproximar todas as pontas da cadeia, beneficiando o setor como um todo.

“Não entendo como tem fábricas que ainda não têm catálogo eletrônico no Canal da Peça. É um meio muito importante para o mercado hoje em dia”, diz.

“O Canal da Peça é, sem dúvida, o melhor lugar para encontrar peças. Fabricantes que focaram nesse canal, como DS e MTE, cresceram bastante no universo digital. E isso tem convertido para nós, varejistas”, diz Masullo.

E falando em catálogos eletrônicos, eles são essenciais na vida de quem atua no setor. “A indústria precisa entender que ter um meio de consulta digital é importantíssimo para nós. Usamos muito. Os balconistas, inclusive, quando não encontram uma peça no estoque, colocam o código original no Canal da Peça para facilitar a busca e identificar o produto. É excelente”, afirma.

Para Masullo, quem não aderir às mudanças, vai perder clientes. “Em cinco anos, os lojistas que só estão offline vão sofrer muito, assim como a indústria que não se digitalizar. Quem não se adaptar ao mercado, vai perder vendas”.

De acordo com Romero Rodrigues, fundador do Buscapé e um dos nomes mais cotados quando o assunto é transformação digital, a digitalização está acontecendo mais rápido do que as pessoas imaginam.

“Hoje, cerca de 2/3 das consultas de produtos são feitas pelo celular. Mas muitas pesquisas ainda são convertidas em vendas no shopping. No entanto, a transação online vai acontecer em algum momento. Ferramentas como o Canal da Peça começam a ajudar a cadeia como um todo”, afirma.

A praticidade das soluções digitais, segundo ele, tem motivado quem atua na área de reparação. “O mecânico pode estar arrumando o carro e, na mesma hora, já ir pesquisando determinada peça pelo celular. Acredito que em no máximo três anos, o mercado estará totalmente digital”, diz Rodrigues.

+ Leia, na íntegra, a entrevista com Romero Rodrigues

Setor mais unido

A Galpão comercializa o portfólio completo da empresa brasileira MTE-Thomson e, para o varejista, ter a chance de expor seus produtos no portal da marca só traz boas vendas. “É ótimo estarmos visíveis no marketplace da MTE também. A maioria das nossas vendas, inclusive, vem de lá”, diz.

+ Você sabe o que é marketplace? Saiba mais

A parceria da Galpão com a MTE já rendeu até uma viagem para a Alemanha. “Em 2014, fomos com o Alfredo (Bastos Jr, diretor de marketing da MTE-Thomson) para a Automechanika Frankfurt. Passamos uma semana lá, onde também pudemos conhecer empresas com foco em e-commerce. Voltamos com ideias para nos destacar digitalmente”, comenta Masullo.


De acordo com o varejista, a exposição no Canal da Peça faz a loja ganhar cada vez mais destaque no competitivo cenário virtual.  

“Como éramos pequenos na web, ter nossa marca visível nesses grandes portais, como a MTE e o próprio Canal da Peça, fez com que ganhássemos muita visibilidade. Eu indico para todos os varejistas. Muitos fabricantes, que antes fechavam as portas para nós, hoje nos procuram pelo nosso destaque na internet”, revela Jefferson Masullo.

Outro serviço também tem ajudado o lojista: o SAC. “A equipe da plataforma é muito boa, sempre nos auxilia quando precisamos”, afirma. “Quando um cliente faz uma compra errada, o SAC resolve o problema. Não temos preocupação”.

A propaganda é a alma do negócio

Um ponto que é levado muito a sério na Galpão é a divulgação. Ela é feita através das redes sociais, como Instagram e Facebook, e-mail marketing, WhatsApp e até de uma forma bem menos digital: a panfletagem. “É uma maneira de atrair quem ainda não está online”, comenta. “Mas, sem dúvida, os outros meios são mais abrangentes”.

A Galpão manda semanalmente e-mail com dicas para sua lista de clientes, já as promoções são postadas no Instagram e Facebook. O WhatsApp também é usado para o disparo dessas ações e, por lá, são concretizadas boas vendas.

+ Conheça as vantagens do uso do WhatsApp no varejo

“Criamos lista de transmissão e sempre que temos novidades mandamos. Frequentemente, fazemos vendas por lá: passamos o link do produto para o cliente visualizar; outras vezes, mandamos prints. Costumamos fazer todo o processo de pesquisa, como se fosse consumidor, e mandamos apenas para o cliente finalizar ”, diz.

Uma nova era

Com tantas formas de promover sua loja e com a tecnologia a favor de todos, para Masullo, a nova era já começou. “O brasileiro já sabe usar as ferramentas digitais, tem celular com internet, sabe procurar informações. O comércio eletrônico já é uma realidade no País. Além da evolução digital, houve uma evolução fiscal. Hoje, tem até legislação para o e-commerce. As vendas online já superam muitos balcões por aí”, acredita.

Para ele, em pouco tempo, todos do setor terão um canal na internet. “Poucas lojas vão sobreviver. O cliente não tem mais a necessidade de ir até uma autopeças. O conforto vai prevalecer. É mais cômodo, mais fácil, seguro e, de quebra, ajuda o consumidor a economizar, já que é possível comparar preços”, conclui.

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Há 65 anos no mercado de reposição, a empresa brasileira se posiciona como uma das mais engajadas no universo eletrônico. Conheça as soluções digitais da companhia que não para de crescer na internet

A Nakata, uma das principais empresas de aftermarket do Brasil, é uma entusiasta dos canais digitais. Há 65 anos no mercado, um dos segredos da longevidade é sua constante reinvenção.

Há poucos meses, a companhia lançou o Comprenakata.com.br, um portal que funciona no modelo marketplace, onde é possível fazer compras e comparar preços de peças. O projeto, que também inclui um aplicativo, foi criado pela nossa plataforma, Canal da Peça.

+ Saiba mais sobre marketplaces 

“Não abrimos mão da tecnologia para nos manter sempre atualizados e alinhados com as necessidades do setor. Investir em uma plataforma digital é um meio eficiente da marca se comunicar com o mercado e com o consumidor final”, diz Sergio Montagnoli, diretor de marketing e vendas da Nakata.

E de comunicação, a empresa entende muito bem. Atualmente, a Nakata dispõe de diferentes canais de interação, como o SAC, Youtube, e-mail e redes sociais. Criada há cinco anos, sua página no Facebook já soma mais de um milhão de seguidores – número bastante relevante para uma companhia de autopeças.

Por lá, cerca de 15% das curtidas vêm de quem atua no setor, o que mostra que o consumidor final também está mais envolvido no tema.“O dono do carro está mais interessado em assuntos sobre peças e reparação do que nunca. Não que ele vá, de fato, colocar a mão na massa, como é comum nos Estados Unidos. Mas ele quer saber como funciona para não ser enganado”, opina Sabrina Carbone, gerente de marketing da Nakata.


“Eles estão sedentos por informação, por isso, os youtubers que conversam com os entusiastas são os que têm mais sucesso. Há cinco anos, 10% das vendas em lojas de autopeças eram para pessoas físicas. Hoje, já representa 45%”, acrescenta Carbone.

O bom relacionamento é a fórmula mágica para o êxito da empresa dentro e fora da rede. Os mecânicos ganharam atenção especial da companhia. “Eles são peças-chave para nós. Criamos constantemente soluções para ajudá-los a se manterem bem informados”, afirma Montagnoli.

Foco em um mercado

Fundada para atender o setor de aftermarket e montadoras, entre 2003 e 2004 a Nakata passou a se dedicar apenas ao mercado de reposição. “Aftermarket e OEM não conversam. É como cavalo e vaca: não é possível alimentá-los da mesma forma”, exemplifica Montagnoli.


“Estamos muito felizes em chegar nessa idade em pleno vapor. Acredito que manter o olhar apenas em uma direção, como o mercado de reposição, fez a empresa se destacar mais no setor”.

Cenário digital

A Nakata utiliza, há anos, ferramentas para se digitalizar. Antes mesmo da onda dos catálogos eletrônicos e do marketing digital, suas ações já eram bem direcionadas. “Há 20 anos, nos concentrávamos em e-mails e no site, hoje, há uma gama enorme de interação com nossos consumidores”, diz.

+ O poder do catálogo online 

Com a facilidade dos catálogos eletrônicos, que podem ser atualizados em um clique, o executivo comemora a chegada dessa ‘moda’ no setor.

“Antigamente, vivenciávamos os problemas do catálogo impresso, como falta de informação e a demora para atualização. Hoje, com os catálogos digitais, a informação é imediata, além da possibilidade de inserir mais dados. Isso é ótimo para todos desse meio”.

Segundo Montagnoli, a digitalização tem impacto direto nos negócios. “Seja nas transações ou no relacionamento com o cliente, a transformação digital beneficia todas as áreas da nossa empresa”, diz ele, que tem usado todas as possibilidades dessa nova era.

“Temos blog, site, portal próprio, aplicativo, catálogo eletrônico e estamos presentes nas redes sociais. A mensuração de todos esses ambientes nos mostra que estamos no caminho certo”.

Novas soluções

Há poucos meses, o Comprenakata.com.br e o novo app colocaram a marca em um aclamado modelo de negócio: o e-commerce. No entanto, a empresa não vende diretamente para reparadores e consumidores finais. Através do modelo marketplace, que reúne varejistas de todo o Brasil, a companhia tem servido apenas como vitrine para quem decide vender online.

“Quem não é visto não é lembrado. O lojista tem de investir em mais um canal de vendas, a internet. Através do Canal da Peça ficou muito mais fácil para quem quer vender online. A plataforma, por si só, já tem um fluxo de clientes; nós também. O varejista que expõe sua marca na plataforma, além de economizar tempo e dinheiro, já terá grande audiência”, afirma Sergio Montagnoli.

Os e-commerces estão em alta com os lojistas, sobretudo, os marketplaces. O estudo Panorama dos Marketplaces no Brasil Edição Abril 2017, criado pela Precifica em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), revelou que o número de varejistas ativos nos marketplaces cresceu 15,3%.

O novo aplicativo da Nakata servirá como um complemento do portal: por lá também é possível fazer compras e pesquisas de peças. “O cliente poderá comparar preço e escolher onde quer comprar. A internet favorece a economia”, pontua Montagnoli.

Veja como é fácil ter sua própria loja virtual 

Conteúdo para todos

O conteúdo é levado muito a sério na Nakata. Cada um dos canais da empresa é dedicado a um público específico. No Youtube, por exemplo, os vídeos são destinados para mecânicos; enquanto os posts no Facebook visam o consumidor final.

“Há uma limitação para juntar mecânicos em cursos, por isso, decidimos também fazer vídeos, que já somam mais de dois milhões de visualizações”, afirma.

“Também acredito que o reparador precisa de formação, não apenas informação. Por isso, sempre visitamos oficinas para ensinar o passo a passo de uma aplicação, já que todos os anos novos modelos surgem. O mecânico precisa estar apto para atender tanto um Gol como uma BMW X1”, diz Montagnoli.

+ Leia também: Oficina na era digital

De acordo com o diretor de marketing, o aprendizado é mútuo. “Os mecânicos nos apresentam as dificuldades e podemos saná-las através dos meios digitais. Essa interatividade faz toda a diferença para nós e para eles”.

Para ele, o setor precisa prestar mais atenção em outras pontas da cadeia, como o balconista e o dono da loja. “Falta conteúdo para eles, o que é um erro, pois eles têm grande importância dentro do mercado: o balconista influencia muito na decisão de compra; o dono da loja precisa de mais conteúdo sobre gestão. Temos vídeos no Youtube só sobre gestão, é muito importante o setor se atentar a isso”, diz.

Empresa de sucesso

Com cinco mil itens no portfólio, a linha de suspensão e direção está presente em mais de 90% da frota brasileira. “Há quatro anos, tomamos a decisão de ampliar nosso portfólio, inclusive para veículos importados, com pastilhas e amortecedores. Estamos sempre crescendo”, diz Montagnoli.


“Ao mesmo tempo que estamos mergulhando de cabeça no universo digital, não vamos estacionar na fabricação de peças. Pelo contrário, vamos ampliar nosso portfólio ainda este ano”, revela.

Peças em um clique

Questionado se os mecânicos também têm usado a rede para comprar peças, Montagnoli é direto: “Sem dúvida. O reparador utiliza para comprar, aprender e comparar preços. Depende da necessidade de cada um. Por isso, repito que o varejista precisa investir na internet”, diz.

Os mecânicos, por sua vez, também têm delegado essa função aos clientes, que têm gostado da ideia por acreditarem que estão economizando – já que não existe mais a margem do mecânico.

“O Canal da Peça se destaca, principalmente, com o dono do carro, que consegue fazer pesquisas e comparar preços”, afirma Sabrina Carbone.

+ Eles também têm poder de compra

Caiu na rede, é bom negócio

Para Montagnoli, o Canal da Peça tem dado oportunidade aos varejistas que querem vender pela internet. “A Idade da Pedra não acabou pela falta de pedra. O que acontece é que temos de estar atento às mudanças. O Canal da Peça tem facilitado a entrada do lojista no ambiente virtual. Ele só precisa fazer e acreditar”, afirma.

“É um ponto a mais para faturar a um custo imensamente menor do que se o lojista fosse criar por conta própria. Além disso, as peças de baixo giro são mais fáceis de vender. Com certeza, você vai encontrar um comprador para aquela peça parada há anos”, diz Sergio Montagnoli.

A parceria da Nakata com o Canal da Peça possibilita que lojistas parceiros coloquem seus estoques no portal da marca e, também, no shopping virtual do Canal da Peça, gerando mais negócios para todos do setor.

“A Nakata, em seu papel de fabricante, colabora para que o processo de distribuição dentro do canal flua de maneira próspera através de um catálogo de produtos bem tratado, com fotos e o máximo de informações. Nosso objetivo é gerar demanda para o lojista”, diz.

De acordo com Montagnoli, em médio prazo o setor estará totalmente digital. “É só uma questão de tempo para que o segmento inteiro encontre boas oportunidades de ampliar suas vendas e não ficar com o estoque parado. Para o mecânico e para o dono do carro, a facilidade da internet vai cada vez mais ajudá-los. O futuro já está acontecendo aqui e agora”.

Soluções para todos

Sergio Montagnoli, que atua no mercado de reposição há mais de três décadas, acredita que todas as soluções e modelos irão conviver ao mesmo tempo, como uma forma de complemento.

“Costumo dizer que tudo depende da conveniência. Tem gente que, apesar do catálogo eletrônico, ainda vai preferir o impresso; enquanto outros vão preferir as compras online pela comodidade ou necessidade”.


De acordo com ele, a Nakata não vai parar de investir no ambiente digital. “Mais do que uma ferramenta de compra, a internet se tornou um meio de consulta. Hoje ninguém mais compra alguma coisa sem consultar a internet. Para nós também é muito importante que o varejista exponha online. O meio eletrônico é um bom negócio para todos”, diz.

“O cliente quer estar bem informado ao fechar um negócio. Essa é a grande estratégia para o lojista. Apareça, crie uma loja virtual. Não existe meio mais fácil e barato do que o Canal da Peça para isso”, comenta Sergio Montagnoli.

Para o diretor de marketing, a transformação digital no setor está apenas começando. “O universo digital vai muito além do e-commerce. Muitas possibilidades vão surgir e teremos a ajuda da tecnologia para criarmos um padrão de consumo e ações cada vez mais direcionadas. O céu é o limite”, finaliza. Sobretudo, no setor de autopeças.

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Referência em assuntos sobre mobilidade e indústria automotiva, Yeswant Abhimanyu, consultor da empresa americana Frost & Sullivan, avalia soluções tecnológicas no Brasil e o mercado online de autopeças

Há quatro anos, o indiano Yeswant Abhimanyu deixava seu país para se aprofundar em um mercado totalmente novo e muito diferente culturalmente do seu: o Brasil.

A cidade de São Paulo tem sido a residência de Abhimanyu, que também a utiliza como objeto de estudo para as importantes pesquisas da consultoria americana Frost & Sullivan, uma das mais renomadas mundialmente na área de negócios e estratégias empresariais.

Esses anos na cidade brasileira fizeram com que o consultor assumisse, recentemente, o cargo de gerência de pesquisa para a indústria automotiva e de mobilidade na América Latina.

O balanço, em relação à tecnologia e mobilidade no País, é positivo.“O mercado automotivo e de mobilidade no Brasil está no caminho de mudanças e inovação. O setor automotivo não se concentra mais apenas na fabricação de veículos; agora, faz de tudo para se tornar provedor de soluções de mobilidade”, afirma.

“Isso é ótimo, pois cria inúmeras oportunidades em todas as áreas desse mercado, através de novos negócios e serviços”, analisa.

De acordo com a pesquisa Global Mobility City Tracker, da Frost & Sullivan, em que avalia tendências de mobilidade em 100 cidades do mundo, quando o assunto são as novas soluções de mobilidade, São Paulo sai na frente de cidades como Istambul, Cidade do Cabo e Moscou.

“Visão de mobilidade inteligente e a eficácia de estratégias sustentáveis estão entre os fatores que têm impulsionado a metrópole. Na América Latina, a estimativa é que cidades maiores sejam o foco principal de novos modelos de negócio. São Paulo, sem dúvida, tem potencial para estar entre as cidades líderes da América do Sul”.

Mais tecnologia, mais negócios

Para Yeswant, os novos serviços e negócios, que têm nascido com o apoio da tecnologia, vêm como forma de suprir deficiências de mercado e, ao mesmo tempo, para movimentar a economia.

“Nos últimos anos, testemunhamos o crescimento de uma série de novos modelos de negócio por conta da desaceleração econômica, como os aplicativos de transporte. Eles tiveram aceitação rápida e muito bem-sucedida, pois são alternativas adicionais para a mobilidade diária”, diz.

O sistema deficitário no transporte público e em outras áreas, e a tecnologia cada vez sofisticada motivaram uma onda de aplicativos, programas e portais que visam a economia dos brasileiros e a melhoria na funcionalidade de diferentes setores.

“Acreditamos que os modelos de negócio que ajudam a economia dos brasileiros vão se unir, com o apoio da tecnologia, para oferecer soluções sob medida para áreas distintas”, opina Yeswant Abhimanyu.

De olho nas tendências

Para o profissional, empresas que valorizam a tecnologia serão fundamentais para o progresso de diferentes setores – inclusive, o automotivo. 

“A Frost & Sullivan acredita que a transformação digital da indústria automotiva no Brasil tem de ser baseada em pilares como cadeia de suprimentos conectada, manufatura automotiva 4.0, serviços de mobilidade, e gerenciamento de relacionamento com veículos (VRM), um meio que usa dados gerados a partir de sistemas incorporados nos automóveis, que conectam o usuário ao fabricante”, diz.


“A tecnologia no produto, na aplicação e na inovação tem o potencial de reorganizar a mobilidade, de torná-la mais ampla e acessível. Além de conectar pessoas e otimizar recursos”, afirma.

De acordo com ele, São Paulo tem sido berço de modelos de negócio surpreendentes, além de apoiar empresas em fase inicial que visam inovação. A plataforma Canal da Peça é um exemplo.

+ Canal da Peça: reconhecimento internacional  

“O Canal da Peça oferece uma grande variedade de peças, de vários fabricantes, possibilitando assim um mercado exclusivo para vendedores e compradores. Mais do que isso, possibilita inúmeras parcerias no setor, entre fabricantes, oficinas, lojistas e consumidores, além de promover relações vantajosas, mostrando assim um potencial disruptivo”, opina.

Novos tempos para o setor de autopeças


Para Abhimanyu, o setor de autopeças já pode experimentar as novas ferramentas digitais que possibilitam maior integração entre os profissionais da área. 

“As oportunidades de negócios e parcerias entre fabricantes e lojistas agregam valor ao Canal da Peça. A empresa está se posicionando como o principal meio de busca e compra de autopeças online”, diz Yeswant Abhimanyu.

A nova era para o setor chega em um momento de ascensão no mercado de reposição. “O mercado mundial de reposição, em 2017, movimentou cerca de US$ 24,8 bilhões. Este ano, a estimativa é que os canais online representem 4,5% no faturamento mundial”, afirma.

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O estudo “O futuro da venda de peças e serviços no mercado automotivo”, da Frost & Sullivan, revela que entre 10 e 15% de toda a receita global de peças será gerada online até 2025. Fabricantes e fornecedores vão utilizar plataformas digitas como forma de garantir e expandir a distribuição dos produtos aos lojistas, o chamado Business to business (B2B), que são transações comerciais entre empresas.

Segundo Abhimanyu, o Canal da Peça é uma das grandes apostas do setor no Brasil. “A plataforma se posiciona como uma ferramenta perfeita para as empresas que querem crescer e construir seu canal de vendas na internet”, diz ele, citando os diferenciais.

“O Canal da Peça oferece múltiplos mercados, página customizada, suporte pós-venda, centenas de marcas cadastradas, conhecimentos técnicos, marketing por geolocalização e, principalmente, know-how”, comenta. 

Veja como é fácil ter sua própria loja virtual 
 
B2B e B2C no Brasil

Segundo a consultoria Frost & Sullivan, o modelo B2B será a grande tendência do mercado de reposição mundial. “Facilita a cooperação, em termos de suporte, treinamento e compartilhamento de conhecimento técnico, entre fabricantes, distribuidores e reparadores automotivos”, diz Yeswant. “Ao mesmo tempo, os clientes estão cada vez mais encomendando peças para serem entregues na localização do instalador de sua escolha”.

“Os mecânicos estão mostrando uma crescente propensão para comprar online, o que também é validado por pesquisa da Frost & Sullivan envolvendo mais de 500 lojas em 2017”, avalia Yeswant Abhimanyu.

De fato, os mecânicos estão cada vez mais conectados. “Quando não encontramos as peças nos distribuidores, precisamos recorrer à internet. Também acesso muito para conteúdo técnico”, revela Jorge von Simson, da Autovila Bosch Car Service.

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Para Abhimanyu, ambos os modelos oferecem oportunidades no País. “O mercado de reposição no Brasil é altamente fragmentado, com inúmeros canais de distribuição e participantes, incluindo supermercados e postos de gasolina. Para o business to consumer (B2C), que é a venda para consumidores, as oportunidades estão presentes em relação à variedade de produtos, canais online e ofertas de serviços”, analisa.

Futuro tecnológico

Segundo Yeswant, as impressões em 3D, que incluem peças, também serão muito vistas – bem antes do que as pessoas imaginam. “Essas impressões marcam a evolução do setor, assim como outras novidades que têm feito sucesso em áreas distintas”, opina.

“Soluções relacionadas ao blockchain no mercado de reposição independente ainda estão em um estágio muito inicial, mas será apenas uma questão de tempo: elas vão crescer rapidamente”, garante o profissional. O futuro já chegou. Pelo menos, no setor de autopeças.

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Empresa brasileira de autopeças acelera cada vez mais no universo virtual, com a estreia de vídeos-aula sobre gestão de oficina e apoio aos varejistas que apostam no comércio eletrônico

Durante a última Automec, que ocorreu em abril de 2017 em São Paulo, o diretor de marketing da MTE-Thomson, Alfredo Bastos Jr, não escondeu seu otimismo com as ferramentas tecnológicas ao afirmar que o “setor de autopeças seguia um caminho sem volta no universo digital”.

Hoje, meses após a entrevista concedida ao Canal da Peça, Bastos continua empolgado com as possibilidades desse mercado, e apostando ainda mais na internet como ferramenta de união do setor.

“A web tem simplificado a busca por peças e servido como uma incrível vitrine para pequenos e médios varejistas. Todo o setor vive a tal ‘transformação digital’ e todos têm se beneficiado”, diz Bastos.

E desse assunto, a MTE entende bem. Desde 2013, a empresa brasileira disponibiliza um portal próprio, o Compremte.com.br. “Ás vezes me perguntam se estamos vendendo diretamente para mecânicos e consumidores finais. A resposta é não. Apenas fazemos a ponte entre o varejista e o cliente”, afirma.

O portal funciona no modelo marketplace, reunindo varejistas de todo o Brasil que vendem peças da marca. “A ideia é que cada vez mais lojistas tenham nossos produtos, por isso, os incentivamos com ações como cupons de desconto e frete grátis”.

+ Leia mais sobre a onda dos marketplaces 

Além do endereço virtual, a companhia lançou um aplicativo que funciona nos mesmos moldes de seu portal. Por trás das duas ferramentas está a nossa plataforma, Canal da Peça.

“Acreditamos muito nos projetos do Canal da Peça. Evidente que existem algumas falhas, que já vêm sendo ajustadas. Mas não tenho dúvida de que será o principal meio de busca por peças do País, pois a plataforma foi feita especialmente para este mercado. Os marketplaces segmentados são os que têm mais sucesso”, opina Bastos.

Na era digital

Para a imersão no mercado virtual, a empresa teve de digitalizar seu catálogo, que reúne mais de três mil itens. O processo, também realizado pelo Canal da Peça, conferiu mais agilidade para mecânicos e usuários.


“Hoje, o profissional consulta qualquer peça da MTE-Thomson pelo celular. Além disso, tem acesso às fotos e modo de aplicação do produto. Nós economizamos e, ainda, podemos corrigir, com um clique, informações e dados do item”, explica.

+ A força da MTE-Thomson chega à internet

“Antigamente, o catálogo já saía velho da gráfica, pois muitos dados mudam e peças novas surgem. Agora, temos esse poder em nossas mãos”.

A digitalização, de fato, tem sido útil no dia a dia de mecânicos, como é o caso de Luis Bacci, da Mecânica Bacci. “Os catálogos digitais têm agilizado muito nossa rotina. Em uma rápida pesquisa, encontramos os dados que precisamos”, afirma Bacci.

De acordo com Alfredo, a era digital irá transformar a vida de todos. “A transformação digital já começou e os brasileiros vão se surpreender com as possibilidades dessa nova era”, diz Bastos.

Setor mais organizado

Segundo Bastos, a entrada no mercado online também irá “organizar” o setor. “Antes, sabíamos as peças de cor, pois existiam três montadoras no Brasil, ou seja, poucos carros e peças. A partir da década de 1990, tudo mudou: hoje temos 50 montadoras e cada veículo tem, em média, cinco mil peças”, comenta.

“É impossível o varejista ter um espaço físico para atender todos esses veículos. A internet será usada como um grande estoque virtual, sem a necessidade do varejista armazenar todas as peças”.

Mercado online: balanço positivo

Para a MTE, a meta no mercado virtual está sendo atingida. “Está mais fácil ter acesso à nossa linha de produtos e isso faz que a nossa marca seja muito mais lembrada pelos usuários”, diz Alfredo.

“Nosso principal objetivo na internet, no momento, é que o usuário conheça toda nossa linha de peças, além de ter acesso a qualquer produto onde quer que esteja”.

Em relação aos números, no médio prazo as vendas pela internet poderão ter boa representatividade na receita da companhia. “Acredito que, em três ou quatro anos, as vendas pelo portal e pelo aplicativo poderão representar até 15% do nosso faturamento anual”, afirma.

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Se for levado em conta a 2ª edição do Estudo do Setor de Autopeças, realizada pelo Google, a previsão de Bastos será concretizada em breve. O estudo afirma que a procura pela categoria de autopeças na internet vem crescendo a um ritmo de 40% ao ano, enquanto o varejo total apenas 25% no mesmo período.

O potencial do Brasil também foi citado em um importante estudo da consultoria americana Frost & Sullivan. Na análise “O futuro das peças e serviços na área de reposição automotiva”, o Brasil aparece como um dos principais mercados que terão forte crescimento na compra de peças pela internet.

Felipe Zapella, auxiliar de atendimento da MTE-Thomson, já sente o interesse dos brasileiros nas compras virtuais. “Quando algum cliente entra em contato em busca de uma peça, fazemos um rastreamento e indicamos um local mais próximo. Caso ele não esteja perto de nenhum fornecedor ou prefira comprar online, o que acontece bastante, indicamos o nosso portal. Ficou muito melhor, principalmente para quem mora em pequenas regiões e não tem acesso às peças”, diz Zapella.

Uma ajuda extra

Apesar do sucesso do e-commerce no País, as vendas virtuais, segundo Bastos, complementarão as realizadas em pontos físicos. “O varejo tradicional nunca vai morrer. Mas vai ser um desafio interessante, uma briga boa”, diz.

“A grande vantagem do comércio eletrônico é que quem está offline pode, da noite para o dia, ficar online. Inversamente, é impossível. Continuo acreditando que o varejista que ainda não está na internet deverá, rapidamente, ter um canal de venda na web”, afirma.

 Veja como é fácil ter sua própria loja virtual 

O diretor de marketing também aposta na internet como sendo uma ferramenta importante de comunicação entre o prestador de serviço e o cliente. “A web traz mais proximidade com o usuário, que pode tirar mais dúvidas e ficar por dentro das promoções e novidades do varejo”, comenta.

“Deve dar uma agonia para quem está no balcão e espera alguém entrar na loja. Com a internet, além disso não acontecer, sua vitrine está visível para o Brasil inteiro. As chances de acessarem seu ‘balcão’ é muito maior”.

Para Alfredo, um costume bem comum entre os varejistas pode dificultar a aproximação do cliente. “O varejo tradicional tem a mania de colocar o balcão na frente da loja, o que afasta os consumidores, cria uma espécie de barreira. O varejo, sem dúvida, precisa renascer nesse sentido”, opina.

O segredo é o bom relacionamento

Sem barreiras – ou balcões – que podem atrapalhar a comunicação com seus clientes, o Compremte.com.br mudou o relacionamento da companhia com os parceiros.


“Conseguimos explicar o modo de aplicação de uma peça através de vídeos no Youtube, que também são enviados por WhatsApp, e temos estreitado nossa relação com os clientes”, afirma.

+ WhatsApp: a nova forma de comunicação no varejo

Com mais interação, a companhia acredita que tem ajudado a trazer mais negócios para distribuidores e lojistas. “Isso é bom para todos: o consumidor conhece nossa linha e compra do varejo; enquanto o varejo compra do distribuidor; e ele, de nós. É um ciclo que está sendo muito respeitado”.

Em processo de implementação do Chatbot, programa que entende perguntas e responde de forma automática ao usuário, atualmente a comunicação direta tem sido feita pelo chat no site institucional, pelo telefone ou WhatsApp.

“Sou a favor da tecnologia sempre. Costumo dizer que temos que testar todas as novidades, sem medo de errar. Afinal, se ainda não estamos testando, já erramos”, afirma Bastos.

Conteúdo em um clique

A MTE-Thomson é uma das empresas mais engajadas em oferecer conteúdo para o setor automotivo no Brasil. A empresa está à frente do aplicativo Oficina do Saber, destinado a disseminar informações técnicas para reparadores.

O relacionamento com mecânicos fez com que a companhia identificasse um problema recorrente nas oficinas: a má gestão. Há dois anos, a MTE vem desenvolvendo um plano de aulas para frear o fechamento de muitos negócios.

Em parceria com Fábio Moraes, da Ultracar, empresa que disponibiliza programa de gestão para oficinas e centros automotivos, a companhia lançará, ainda este mês, o Curso de Gestão de Oficina. Dividido em 50 capítulos, a cada mês dez vídeos estarão disponíveis no app.

“Os vídeos-aula abordam toda a parte de gestão de uma oficina. Já vi muitas, que eram boas, fecharem por conta da falta de controle. O Brasil tem mais de 40 milhões de carros, sendo que 80% dessa frota é cuidada pela reparação independente. Esses vídeos vão ajudar muitos negócios”, aposta.

+ Oficina na era digital

A inscrição é gratuita e o reparador pode assistir aos vídeos quando puder. “Ele também poderá mandar suas dúvidas sobre tudo que envolve a gestão de uma oficina: desde controle de estoque até questões tributárias”.

Comemoração especial

Em 2017, a companhia completou seis décadas e, para celebrar a data, lançou uma ação que será finalizada ainda este semestre: a restauração de um Passat 1975.

A escolha do automóvel não foi por acaso. Nos anos 1970, a MTE – Metalúrgica Termo-Elétrica foi rebatizada de MTE-Thomson por conta de uma parceria com a americana Thomson International Co.

A joint venture surgiu exatamente para atender às necessidades de um dos sedãs mais queridos da Volkswagen, o Passat. “A partir dessa união, a empresa deu início à fabricação da válvula termostática, peça fundamental para a estreia do Passat no País, em 1974. Por isso, decidimos relembrar esse período”, explica Bastos.

A companhia desembolsou cerca de R$ 4 mil pela versão, que está sendo restaurada por uma equipe de sete pessoas, todos voluntários, entre eles o youtuber Marcelo Tonella. “Como a MTE tem três peças para este veículo, temos muitas doações. Grande parte vêm do Canal da Peça”.


O Passat, que está na fase final da restauração, ganhará a mesma cor verde da MTE-Thomson. “É inédito uma indústria restaurar um veículo. Está sendo muito interessante e divertido”, comenta Alfredo.

MTE para todos, em qualquer lugar

Além dos vídeos-aula e do término do Passat, que, provavelmente, será apresentado em feiras e eventos como um ‘mascote’ da companhia, o objetivo da MTE este ano é estar mais presente nos computadores, celulares e, principalmente, na garagem dos brasileiros.

“Continuaremos firmes nesse canal, sempre dispostos a criar ações de incentivo para ajudar nossos parceiros. Estar na internet nos possibilita isso e já é impossível ficar fora desse universo”, conclui. O setor de autopeças, de fato, já está em um caminho sem volta no universo digital.

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A autopeças Castro percebeu a importância da internet e, há um ano, decidiu se digitalizar. Saiba como a iniciativa mudou os negócios da loja

Um dos segredos para se manter no concorrido cenário varejista é levar a sério as tendências de mercado. Foi o que fez a autopeças Castro, localizada no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Há 60 anos na área de reposição, a fama na região, agora, poderá ir mais longe e alcançar o território nacional.

O motivo é simples: a internet tem sido utilizada como ferramenta extra para comercialização do estoque da loja. “Há um ano, decidimos criar um e-commerce próprio, porém, há alguns meses, conhecemos o Canal da Peça por intermédio de outros lojistas, e vimos que oferece uma estrutura diferente e benefícios exclusivos”, diz José Carlos Cabrera, responsável pela área de TI da Castro.

“Para nós, que estamos começando no mundo digital, o Canal da Peça é ótimo, pois já oferece divulgação nacional e fidelização de clientes.”

+ Uma loja virtual para chamar de sua  

Desde que aderiram ao nosso Plano Profissional, há três meses, as vendas têm sido diárias, para todo o Brasil. “Vender para todos os estados brasileiros é um dos grandes diferenciais do Canal da Peça. Já fidelizamos até um cliente do nordeste”, afirma.

Comércio eletrônico em alta

A entrada da Castro na internet chega em um momento de ascensão no varejo virtual. De acordo com a 35ª edição da Webshoppers, o e-commerce no Brasil faturou, em 2016, R$ 44,4 bilhões. E mais: 48 milhões de consumidores compraram pela rede, pelo menos, uma vez neste período, representando alta de 22% em relação ao ano anterior.

Para Cabrera, a internet também traz mais agilidade e a certeza de encontrar o que procura. “Antigamente, existia meia dúzia de carros e o estoque de peças era muito menor. Era muito mais fácil encontrar os itens”, relembra.

“Hoje, todo ano é lançado um carro novo. Para o consumidor, fica muito mais simples encontrar o que precisa, sem ter de percorrer várias lojas quando não acha um produto.” 
 

Para suportar mais peças, o ponto físico da Castro teve de ser ajustado. “No início, a loja tinha 200 m²; agora, mais de 2 mil m² e 30 funcionários. Hoje, temos mais de 40 mil itens cadastrados, 15 mil deles no Canal da Peça”, afirma.

Setor mais digital

Uma pesquisa da Central de Inteligência Automotiva (Cinau) avaliou 488 reparadores independentes no Brasil, e revelou que 58% utilizam a internet para comprar autopeças. A análise também concluiu que 7 em cada 10 profissionais automotivos optam pela compra virtual quando não encontram a peça em seus fornecedores.

Para Cabrera, que afirma que sua clientela é composta igualmente por mecânicos e consumidores finais, a análise da Cinau faz todo o sentido. “Quando o distribuidor não tem a peça, a internet é a solução”, diz. 

Comunicação mais integrada

Não só as vendas são beneficiadas com a tecnologia. A comunicação também tem sentido o impacto dessa revolução digital, com as redes sociais e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp.

“Usamos muito o WhatsApp para falar com os nossos clientes. Mecânicos, por exemplo, não têm tempo de ligar, então o aplicativo é uma solução”, diz ele, que também tira dúvidas com a gente através do aplicativo.

“Sempre que preciso de uma ajuda, mando uma mensagem e, em poucos minutos, já tenho a resposta. Os consultores do Canal da Peça são muito prestativos.”

Confira os benefícios do WhatsApp nos negócios

Com uma página também no Facebook, a autopeças Castro quer estar cada vez mais próxima dos clientes. “Sempre a alimentamos com vídeos e promoções. É importante termos um canal direto com os consumidores”, afirma Cabrera, que elogia a iniciativa do blog do Canal da Peça.

“Neste setor, quanto mais informações, melhor. Muitos prestadores se atualizam na internet, pois, hoje, é o principal meio de consulta.”

+ Leia mais: Uma nova possibilidade para os mecânicos

Canal da Peça na prática

Cabrera chega para trabalhar às 8h. A primeira tarefa a fazer é checar os e-mails e despachar os pedidos aprovados.

“O painel de controle é simples, assim como a planilha de estoque. Nunca tivemos dificuldade com as ferramentas”, diz. “Assim que o pedido é aprovado, preencho as informações da nota, coloco o endereço do cliente e imprimo a etiqueta. Bem fácil.”

+ Saiba mais sobre Planilha de Estoque

Apesar de oferecer todas as opções de entrega do Canal da Peça, como motoqueiros próprios e também terceirizados por nós, a chamada Entrega Turbo, os Correios ainda são os campeões. “Enviamos muito por lá e através da retirada no balcão”.

Conheça nossas opções de frete 

De acordo com Cabrera, nossa parceria com as indústrias é outro diferencial. “Temos pouco trabalho para mandar o estoque, já que os fabricantes enviam todas as informações dos itens. O tratamento do cadastro da peça é excelente, só precisamos preencher o código do item na loja, quantidade e preço”, garante. “Mas queremos aderir ao API, para uma integração ainda mais rápida.”

Sem complicação

O profissional relembra um problema que teve com um cliente recentemente. “Cadastrei errado o código da peça e o cliente recebeu outro produto. Pedi para ele entrar em contato com o SAC do Canal da Peça, que, imediatamente, solucionou o caso”, comenta.

“O SAC me passou todas as instruções e enviou a etiqueta já preenchida. Ou seja, só reenviamos a peça certa. Não tivemos trabalho.”



Quando o assunto são cupons de desconto e frete grátis, benefícios oferecidos constantemente pelos fabricantes parceiros, o funcionário é direto: “Para nós, traz mais consumidores, sim. Quando tem um cupom, o cliente quer usá-lo. O lojista recebe integralmente, sem descontos, então é ótimo”.

Já sobre o recebimento, que é feito através do Moip, uma plataforma para pagamentos online, Cabrera também aprova. “O sistema é muito bom e seguro”, opina.

Veja como é fácil usar o Moip

O futuro é digital

Funcionário da Castro há 26 anos, Cabrera pôde acompanhar, praticamente, todas as fases do varejo. “Antigamente, as vendas eram feitas apenas no balcão; depois, pelo telemarketing; e agora, online. Sem a internet, somos uma loja de bairro. Com a internet, temos divulgação nacional”, diz.

Para ele, a transformação digital no setor já começou. “Estamos todos nesse caminho: varejo, mecânicos e consumidores. Todos já têm um canal na internet. Os fabricantes entram com a digitalização do catálogo, que têm nos ajudado muito. Em um clique, consultamos uma peça”, afirma ele, que enxerga um futuro promissor para o setor.

“Nosso mercado ainda irá crescer muito na web e no âmbito digital. Temos muito para explorar em vendas e em compras”, complementa. No varejo, a internet é a chave para abrir portas antes intransponíveis.
 
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O setor de autopeças superou o declínio dos últimos três anos, causado pela crise que afetou as montadoras, e cresceu 22% em 2017. Saiba quais são as expectativas para 2018 e como a internet pode ser uma grande aliada para o mercado de reposição

O ano mal começou e já temos bons presságios para o setor de autopeças no Brasil. Entre 2014 e 2016, a queda no desempenho da indústria brasileira de autopeças, devido à crise que atingiu em cheio as montadoras, vinha desestabilizando o mercado: em 2014, o declínio foi de 8,5%; enquanto em 2015, 17,7%; já em 2016, 4,3%.

Com alta de 22% no faturamento em 2017, representando R$ 76,9 bilhões, a cifra pegou de surpresa até o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Dan Ioschpe.

“Foi, de fato, surpreendente, embora o movimento ainda seja de recuperação, a velocidade foi maior que a esperada anteriormente. No início de 2017, o Sindipeças projetava aumento de 6% no faturamento nominal”, revela Ioschpe ao Canal da Peça.


A explicação para o avanço de 2017 é simples: “Está havendo recuperação do mercado interno, mas as exportações de veículos e de autopeças têm sido fundamentais nessa retomada”, justifica Ioschpe.

Made in Brazil

Além da retomada da confiança do brasileiro, que passou a investir mais em automóveis, as exportações foram mesmo a cereja do bolo. Segundo relatório da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 2017 foi o ano em que o Brasil mais exportou em toda a história.

No total foram 762 mil unidades exportadas, representando aumento de 46,5% na comparação com 2016, ano em que mandou para o exterior 520,1 mil. Antes de 2017, 2005 era o campeão nesse quesito: 724,2 mil unidades saíram do País naquele ano.

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Para o consultor Raphael Galante, da Oikonomia Consultoria Econômica, o sucesso da produção brasileira deve se repetir este ano. “A tendência é que o mercado de exportação registre uma nova evolução na ordem de 25% a 30%. Ou seja, o cenário é positivo para o setor de autopeças”, diz.

O salto do setor

Desde janeiro de 2017, as vendas diárias de veículos cresceram, em média, 6,7%, abrindo novas vagas de empregos no setor. Em outubro, foram produzidos 249,9 mil veículos, alta de 42,2% em comparação ao mesmo mês de 2016.

De acordo com a Anfavea, o acumulado do ano apontou crescimento de 25,2%: 2,70 milhões de unidades foram produzidas contra 2,16 milhões de 2016. Já o comércio de veículos cresceu 9,2%, com vendas de 2,24 milhões, ante 2,05 de 2016.

“O ano passado ficará marcado positivamente. Primeiro porque batemos o recorde histórico das nossas exportações e, segundo, porque foi de fato o ano da retomada do crescimento após quatro anos seguidos de queda. Os indicadores melhoraram ao longo dos doze meses, o que permitiu um desempenho aquecido no segundo semestre”, afirma Antonio Megale, presidente da Anfavea.

Mais carros, mais peças

O respiro das montadoras também foi refletido nos fabricantes de autopeças, que voltaram a contratar funcionários por conta da alta demanda.

Para o Sindipeças, este ano poderá atingir a marca de 172,8 mil trabalhadores operando nas indústrias de autopeças – o mesmo número de 2015. Em 2017, estima-se que o setor alcançou o número de 164,6 mil postos de trabalho, 1,5% a mais em relação ao ano anterior.

A expectativa de faturamento para 2018 é 7,4% maior que o ano anterior, totalizando R$ 82,6 bilhões. O otimismo também é atribuído à nova regulamentação, que substituirá o Inovar Auto, programa que fornecia incentivos fiscais para as montadoras que vinham investir no Brasil.
Batizada de Rota 2030, a política, que deverá ser finalizada em fevereiro, promete trazer resultados de curto, médio e longo prazos, entre eles, segundo o Sindipeças, “regras relativas a emissões, segurança e eficiência energética dos veículos comercializados no Brasil, reduzindo o gap em relação aos principais mercados mundiais; preocupação com o desenvolvimento da cadeia de fornecedores; e incentivo à realização de pesquisa e desenvolvimento, inclusive para autopartistas.”

Para Raphael Galante, este é o ano da virada. “O setor de autopeças se recuperará em 2018. Aliado a isso, tivemos o papel das montadoras que conseguiram abrir novos mercado no setor externo”, complementa.

A transformação já começou

A virada, no entanto, é ainda mais abrangente. Nesse movimento de ascensão, a transformação tecnológica é peça fundamental.

+ Saiba mais sobre o futuro do varejo

“A tecnologia está presente na otimização de processos e estoque, e até mesmo na questão de produção de peças”, diz Raphael Galante.

“Nos Estados Unidos, já é realidade grupos de reparação utilizarem impressoras 3D para a fabricação de peças e componentes. Neste caso, eu não necessito de uma peça que está do outro lado do mundo. Eu simplesmente a ‘imprimo’”, complementa.

Compras de autopeças na rede

A internet é uma ferramenta fundamental na transformação digital – termo muito utilizado nesta nova era do varejo. Um estudo realizado pelo Google mostra que a web, sobretudo no setor de autopeças, nunca esteve tão em voga.

A 2ª edição do Estudo do Setor de Autopeças revela que a procura pela categoria de autopeças vem crescendo a um ritmo de 40% ao ano, enquanto o varejo total apenas 25% no mesmo período.

+ Leia a entrevista com Rafael Campion, cientista de dados do Google

“Na verdade, é uma tendência mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, a gigante Amazon é referência no comércio eletrônico de autopeças”, afirma Galante.


Elias Mufarej, conselheiro do Sindipeças, também acredita que a internet tem tudo para ser uma forte aliada do setor. “As plataformas eletrônicas serão provavelmente meios de consulta e compra para o varejo e para aplicadores, além de guia de orientação para o consumidor”, opina.


Canal da Peça: referência no Brasil


No País, o Canal da Peça tem se destacado. Com mais de 800 mil ofertas para compra, o marketplace, que reúne varejistas e os principais fabricantes do setor, recebe, em média, 500 mil visitas todo mês. Já a página do Canal da Peça no Facebook alcança duas milhões de pessoas mensalmente.

Os números surpreendentes fizeram com que a plataforma ganhasse destaque na última edição do Prêmio Gala Latam Founders, conhecido como o “Oscar das Startups”, que ocorreu em maio passado. O Canal da Peça garantiu o primeiro lugar na categoria B2B.

Criada em 2013, os fundadores Vinícius Dias e Fernando Cymrot vislumbravam um mercado ainda pouco explorado no Brasil. “Através de muitas pesquisas e estudos, percebemos que este setor tem muitas deficiências. Trouxemos mais agilidade para o mercado”, diz Dias.

+ Saiba mais sobre o Canal da Peça 

A plataforma, que funciona como uma espécie de shopping virtual com varejistas de todas as regiões do Brasil, oferece benefícios exclusivos para membros do clube, como frete grátis e cupons de desconto, conteúdo técnico e, ainda, a oportunidade de o lojista divulgar seu negócio nos principais portais de fabricantes de autopeças.

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Pelo visto, o Canal da Peça está no caminho certo. “Em 2017, crescemos 300% e chegamos a marca de 100 mil profissionais utilizando nossa plataforma”, afirma Dias, que pretende crescer novamente 300% em 2018. 

“Criamos uma comunidade para o setor, onde estreitamos as relações entre fabricantes, mecânicos e consumidores finais”, acrescenta Dias. “O mais importante é que respeitamos todas as pontas da cadeia, ou seja, todos têm vantagens”.

Setor mais unido

Varejistas e reparadores automotivos têm encontrado na rede a exposição e a agilidade que procuravam. “A web trouxe mais fluidez para nossa rotina. Em vez de perdermos tempo ligando para varejistas, pedindo orçamento, em uma busca na internet conseguimos encontrar onde tem o produto e quanto custa. Temos que tomar decisões rapidamente, já que trabalhamos por hora”, diz afirma Reinaldo Nadim, proprietário da mecânica Foxcar.


Para lojistas, a segmentação faz toda a diferença. “O marketplace do Canal da Peça é voltado para o público que procura por autopeças, dessa maneira, nossa exposição é direcionada exatamente para os clientes que desejamos atingir”, diz o lojista Alex Stamatto, da Gainer. A internet pode, sim, ser um bom negócio.

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Você sabia que as vendas pela internet estão superando as do varejo físico? Saiba como você, varejista, pode aproveitar a tecnologia para faturar mais

Ser dono de um negócio próprio é o sonho de grande parte dos brasileiros. Já quem tem, almeja cada vez mais sucesso. Mas em tempos de inovação, não basta investir somente em uma vitrine: além de vislumbrar o futuro, é necessário saber enxergar o presente.

E o presente é indiscutível. O comércio eletrônico está com tudo. A boa notícia é que não importa sua área de atuação no varejo: colocou na rede, você vai vender. O Relatório Setorial de Setembro de 2017, da consultoria Lafis, aponta o sucesso da internet no Brasil, o que deve gerar muito mais negócios.

Em determinado trecho do estudo, uma constatação se destaca: “A proporção da população brasileira que passou a ter acesso à internet cresceu a níveis superiores ao registrado no mundo e em países gigantescos como a China, o que é um fato surpreendente e atrai muita atenção de negócios que buscam utilizar a web para oferecer produtos e serviços”.

Penetração da internet na população – 2004-2014



Para o coordenador executivo de marketing do Insper, Silvio Laban, a web será cada vez mais utilizada como meio de compra. “O leque de opções de produtos na rede é enorme, então é natural o cliente pesquisar na internet o que não encontra no varejo tradicional”, diz.

Os números são animadores para todos que pretendem ter um negócio virtual. Sobretudo, os varejistas de autopeças. Entre 2008 e 2014, o comércio online de autopeças cresceu entre 12% e 16%, a cada ano. Foi o que mostrou um importante estudo realizado pela consultoria alemã Roland Berger, em parceria com a americana Hedges & Company.

Não é à toa que varejistas de autopeças já consagrados no mercado têm investido no comércio virtual. Com uma loja online criada pela plataforma Canal da Peça, a Autopeças Molina têm feito bons negócios na web. “Hoje, cerca de 20% da nossa receita vem do e-commerce”, afirma Emerson Martins, gerente da Molina.

 Veja como é fácil vender online

Segundo Laban, esse tipo de representatividade não é mais incomum. “Há muitos varejistas que têm feito boas vendas na internet, representando até 25% de sua receita total”, comenta.

Dificuldades do setor

O Brasil tem muitas regiões que ainda sofrem com a falta de estrutura. Uma das grandes carências, em muitos desses locais, é o varejo de autopeças. 

Quem mora em cidades menores pode ter acesso restrito a produtos e serviços, como é o caso do futuro mecânico Rosálio Vital. Morador de Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, ele tem muita dificuldade para encontrar peças automotivas.

“No meu município, não consigo encontrar grande parte das peças que procuro”, diz ele, que é cliente da plataforma Canal da Peça. “Por isso, faço compras pelas internet.”

Para Romero Rodrigues, fundador do Buscapé e um dos nomes mais cotados quando o assunto é tecnologia, o setor de autopeças no Brasil é, de fato, ineficiente.



“Existe uma dificuldade muito grande em conseguir encontrar a peça certa para o automóvel. O público feminino, sem querer ser sexista, na maioria das vezes acha que está sendo enganado porque não existe muita transparência nesse mercado. Não existe porque há pouca eficiência”, afirma.

“Na realidade, a pessoa não sabe exatamente qual peça vai funcionar no carro nem como se abastecer desse item. Nesse contexto, acho que o Canal da Peça se diferencia no mercado porque consegue resolver o problema de quem está buscando uma determinada peça e, também, de quem não sabe exatamente o item que precisa”, diz Romero Rodrigues. 

Para ele, a modernização do setor já tem data definida. “A digitalização está acontecendo mais rápido do que as pessoas imaginam. Aquele catálogo antes cheio de graxa poderá ser consultado na própria oficina pelo celular. Acredito que em no máximo três anos, o mercado estará totalmente digital”, afirma.

+ Leia a entrevista completa com Romero Rodrigues

De olho no mercado digital

Fabricantes de peso no mercado nacional e internacional têm usado a internet como forma de solucionar carências. A companhia sueca SKF é uma delas.

“Nosso principal objetivo, através do portal Compreskf.com.br, é poder oferecer ao mercado uma resposta fácil e rápida para que mecânicos e aplicadores possam adquirir produtos diretamente de um lojista ou distribuidor SKF”, explica Fábio Fabri, coordenador de marketing da SKF no Brasil.

Dono de uma receita de US$ 8,5 bilhões, o Grupo SKF é um dos fornecedores líderes globais de produtos, soluções para clientes e serviços nos segmentos de rolamentos e vedantes.

Sua entrada no comércio eletrônico também servirá de impulso para o fortalecimento da marca no Brasil. “À medida em que colocamos nossos canais de suporte e informação detalhada à disposição de quem compra, este cliente se sentirá mais seguro e confiante para fazer o próximo pedido”, diz Fabri.

+ SKF entra na onda digital

Outra gigante do setor, a alemã Bosch também não tem poupado esforços para suprir as necessidades do mercado. Há mais de um ano, o Comprebosch.com.br é seu principal canal de comunicação e de vendas na internet.



“O investimento em uma plataforma digital é decorrente de uma análise de tendências de mercado e do forte crescimento das atividades empresariais no ambiente online”, afirma Raphael Couto, coordenador de trade marketing da divisão Automotive Aftermarket da América Latina da Bosch.

+ Saiba mais sobre a parceria da Bosch com o Canal da Peça

“Assim, a parceria com o Canal da Peça está diretamente alinhada com a estratégia da divisão de Automotive Aftermarket do grupo de estar inserida no meio virtual com o objetivo de proporcionar ainda mais facilidade e atrativos aos reparadores, lojistas e clientes de todo o País no que diz respeito à disponibilidade de produtos e serviços da companhia”, diz.

Avanço digital

Além da maior variedade e da certeza de encontrar o item que procuram, os usuários também levam em consideração a comodidade, a possibilidade de comparar preços e o acesso a benefícios exclusivos de lojas online. Essas características têm desbancado o varejo físico. Pelo menos, este Natal será mais digital do que nunca.

Segundo um levantamento feito em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), neste ano, pela primeira vez, as lojas online ultrapassaram os shoppings centers como o local de maior concentração das compras de Natal.

Em cada dez compradores, quatro (40%) concentrarão as compras na internet, o que representa um crescimento de oito pontos percentuais em relação a 2016.

Investir tempo para fazer pesquisa de preço será novamente um hábito frequente entre os compradores: 83% garantem que vão adotar a prática e a internet (76%) será a principal aliada para fazer esse tipo de comparação.

Na opinião dos entrevistados, os fatores que mais pesam na escolha do ponto de venda são o preço (58%), ofertas e promoções (50%), diversidade dos produtos (27%) e a qualidade do atendimento (20%).

De acordo com o diretor de marketing da empresa brasileira MTE-Thomson, Alfredo Bastos, a web já é um complemento fundamental do varejo físico. “Além de a internet ser ótima para produtos com menor giro, ela tem sido utilizada como fonte de pesquisa antes da compra em uma loja física”, acrescenta.



“O acesso, tanto para encontrar produtos como para informação técnica, está em primeiro lugar na rede. As vendas pela web já são uma realidade”, diz Alfredo.

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Vantagens exclusivas

Se você costuma fazer compras pela internet, certamente já se beneficiou com cupons de desconto ou frete grátis. Lembra-se do futuro mecânico de Sidrolândia? Rosálio Vital sempre aproveita esses benefícios.

+ Saiba mais sobre frete

“É muito bom saber que posso, mesmo longe, comprar itens que não encontro na minha região sem ter de pagar mais por isso”, afirma ele, consumidor das marcas MTE-Thomson, Delphi e SKF, responsáveis pelos cupons e frete grátis.

 Veja como usar os cupons de desconto

Os varejistas cadastrados no Canal da Peça não têm nenhum prejuízo com essas ações. Pelo contrário, já que são reembolsados a cada venda.

“Essas campanhas promocionais são excelentes. Algumas peças saem de graça para o cliente e, com isso, ele compra mais vezes”, diz o lojista Ricardo Simões, da Auto Brasil Motorpeças.

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Notícias
Há 54 anos no mercado de reparação, a mecânica Foxcar não parou no tempo. Pelo contrário: a tecnologia é uma das principais ferramentas para o bom andamento do negócio

Se você é do ramo de reparação e está lendo essa matéria, sabe que para ter sucesso na área o profissional deve oferecer bom atendimento e serviço, e passar um orçamento justo.

Mas os mecânicos não têm tempo de ligar para todos os distribuidores e varejistas para saber o preço de uma peça, afinal, o trabalho é cobrado por hora e o cliente não tem paciência de esperar. É nesse momento que a internet entra para salvar a vida de quem atua no setor.

Considerados avessos à internet, os mecânicos têm mudado essa fama. Há tempos, ela não corresponde com a realidade dos profissionais automotivos. A rede tem ultrapassado limites de comunicação, antes intransponíveis neste setor.

Hoje, por causa da internet, mecânicos e consumidores finais podem tirar dúvidas e estreitar relações com fabricantes, distribuidores e varejistas. Uma verdadeira revolução no mercado de reposição.

A web também serve como um fonte de estudo para muitos profissionais automotivos, que, através de um clique, acessam um universo de novidades e oportunidades para crescerem mais na área.

+ Leia mais: Uma nova possibilidade para os mecânicos

Além da comunicação mais afinada e o acesso à conteúdos técnicos, a internet tem sido utilizada para comparação de preços e, é claro, para compra de autopeças.



“Nós, de oficina, não temos preconceito nenhum com a internet, inclusive, a utilizamos muito para pesquisa e até para compra”, afirma Reinaldo Nadim, proprietário da Foxcar, localizada na Vila Prudente, em São Paulo.

Um novo momento para o setor

A tecnologia, inclusive, é uma forte aliada no dia a dia da Foxcar, uma das oficinas mais tradicionais da Zona Leste da cidade. Fundada pelo pai de Reinaldo, o sr. Roberto Nadim, em 1963, o espaço, que antigamente chamava Paulifusken, foi rebatizado de Foxcar em 1994.

Hoje, o espaço de 550 m² é cenário de trabalho de cinco mecânicos, que não dispensam a ajuda da rede quando surge uma dúvida. “Disponibilizo computadores para esse tipo de pesquisa. Temos um dedicado apenas para baixar catálogos de fabricantes”, afirma Reinaldo Nadim.

Mudanças positivas

Nos primeiros anos da oficina, lá na década de 1960, a rotina era bem diferente da atual. O processo era mais lento, não existia telefone, muito menos a internet para facilitar o trabalho.

As compras de autopeças tinham de ser presenciais, nos distribuidores e varejistas; os orçamentos para os clientes eram passados apenas pessoalmente; e a pesquisa de peças e de informações técnicas somente em catálogos impressos, que muitas vezes não eram atualizados com frequência.

“A web trouxe mais fluidez para nossa rotina. Em vez de perdermos tempo ligando para varejistas, pedindo orçamento, em uma busca no Google conseguimos encontrar onde tem o produto e quanto custa. Temos que tomar decisões rapidamente, já que trabalhamos por hora”, diz Nadim. “Economizamos tempo e dinheiro, e passamos orçamento mais preciso para o cliente.”



A tecnologia trouxe também uma ferramenta que tem feito a diferença na vida de todos nós, inclusive, de profissionais automotivos: o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp.

 Confira os benefícios do uso do WhatsApp no varejo

“O aplicativo é sensacional, pois tiramos fotos e mandamos vídeos para os clientes, que muitas vezes não confiam nos mecânicos. Assim mostramos claramente o problema do carro e eles acabam confiando mais”, diz.

Uma ajuda extra

Mas, há um ano, a internet mostrou para Nadim uma plataforma que melhoraria ainda mais seu dia a dia, o Canal da Peça. Ela tem sido utilizada quando o empresário ou seus mecânicos não encontram um produto nos distribuidores habituais.

“Pelo código da peça e modelo do carro, conseguimos filtrar os produtos, fazer comparação de preço e encontrar os varejistas mais próximos. Quase sempre que pesquiso, o lojista Gainer, que já é nosso fornecedor há muito tempo, tem o produto”, explica. “Como estamos localizados no mesmo bairro, retiramos no balcão ou pedimos para o motoqueiro deles trazer a peça.”



De acordo com Alex Stamatto, vendedor da Gainer, de fato, a entrada em uma plataforma específica para o setor foi um divisor de águas. “Além da facilidade de criar uma loja virtual, o melhor é a visibilidade que ela nos dá”, opina.

 Faça como a Gainer e tenha também uma loja online

Um novo meio de compras

Os shoppings virtuais têm sido eficientes cenários de compra dos brasileiros. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce brasileiro cresceu, em 2016, 11% em relação ao ano anterior e obteve um faturamento de R$ 53,4 bilhões. A previsão, para 2017, é crescer ainda mais 12%, faturando R$ 59,9 bilhões.

+ Leia mais sobre o futuro do varejo 

Em vista dos resultados animadores, até quem nunca vendeu pela rede tem se interessado pelo assunto, como o próprio Reinaldo. “Quando sobra alguma peça no nosso estoque, sempre vendo pela internet. Penso, em um futuro não tão distante, montar uma loja virtual”, revela Nadim, que já saiu na frente de seus concorrentes. Ele comercializa os serviços da oficina pela web.

+ Veja mais: Uma loja virtual para chamar de sua

“Temos um site, no qual contamos nossa história, e já temos a opção de agendamento de serviços. Em breve, montaremos ‘combos’ de manutenção. Dessa maneira, o cliente já tem em mente quanto irá gastar na oficina mecânica”, explica.

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Já a divulgação é feita na página da oficina no Facebook. “Alimentamos nosso canal com informações relevantes e matérias sobre o universo automotivo, mas não pretendemos fazer agendamentos por lá também.”

Credenciados da alemã Bosch, a oficina também pode ser encontrada no portal Comprebosch.com.br. “A marca é muito forte no mercado, impõe respeito e credibilidade. Estarmos presente no portal, em uma outra vitrine, é ótimo para nós”, garante ele, que chega a atender 140 carros por mês.

Agilidade em um clique

Para Reinaldo, a tendência do setor é ficar cada vez mais digital. “Hoje, damos preferência aos catálogos online. Ninguém quer mais ficar folheando até achar o que procura. Queremos agilidade. As marcas estão se digitalizando, então, não dá mais para andarmos para trás”, diz. “Baixamos também aplicativos dos fabricantes para termos, em nossas mãos, quando precisarmos”.



Um de seus mecânicos, Fabio Higa, aprova a iniciativa do chefe. “Acho muito importante contarmos com a ajuda da internet. Os vídeos também são muito úteis para nós. O setor carece de informações técnicas”, diz.

Atuando com oficina mecânica desde os 12 anos de idade, Reinaldo Nadim acredita que, em termos de facilidade, o setor está no seu auge. “Já vivenciei vários momentos e, hoje, tudo está mais cômodo por conta da internet. O mercado será digital em pouco tempo, o que irá, felizmente, agilizar ainda mais nosso trabalho”, afirma.

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Para vender cada vez mais, todo varejista precisa aderir às mudanças e ficar atento às tendências. A loja paulista Gainer fez isso e, hoje, comercializa seu estoque no principal marketplace de autopeças do Brasil, o Canal da Peça

Em 2009, quando as vendas pela internet não eram tão comuns, sobretudo no mundo de autopeças, a loja Gainer, localizada na Vila Prudente, em São Paulo, já expunha seu portfólio na rede.

Consolidada no mercado há quase duas décadas, seu primeiro e-commerce, criado por conta própria, serviu como uma espécie de teste para checar se o setor, de fato, estava preparado para a era digital.

“Tudo naquela época estava ficando online e se digitalizando. No entanto, a internet era mais usada para pesquisa. Hoje, ainda é, mas as pessoas estão perdendo o medo de comprar pela rede”, diz o vendedor da Gainer, Alex Stamatto.



Seis anos depois da primeira empreitada virtual, era hora de tentar algo novo, mais focado para o mercado. Foi nesse momento que Stamatto conheceu a plataforma Canal da Peça, criada especialmente para o setor de autopeças.

Com a premissa de facilitar a vida de varejistas de todo o Brasil, através da criação personalizada de uma loja virtual e de benefícios exclusivos, o Canal da Peça conquistou o vendedor.

+ Leia mais sobre o Canal da Peça 

“Por ser uma plataforma que tem parcerias com os principais fabricantes do setor e, ainda, oferecer vantagens para os associados, achei que deveria fazer o teste”, relembra. “O teste já dura três anos”, diz, aos risos.

E-commerce integrado

No entanto, ele não queria desativar totalmente o e-commerce da loja. Por isso, decidiram integrar os dois. Quando um cliente faz uma compra através do site oficial da Gainer, ele é direcionado para a loja virtual da marca no Canal da Peça.

“Fizemos isso para facilitar nossa logística interna. Nosso estoque virtual está no Canal da Peça, com informações técnicas e fotos. Não teria motivo abastecer e cuidar de dois canais de venda”, diz Stamatto, que mantém na loja virtual cerca de 40 mil itens, contra 200 mil da física. “O Canal da Peça ainda não tem todas as marcas de autopeças cadastradas. Aos poucos, vamos subindo nosso estoque.”

 Quer ter também uma loja virtual? Veja como é fácil

Para o profissional, a entrada na plataforma foi um divisor de águas. “Além da facilidade de criar uma loja virtual, o melhor é a visibilidade que ela nos dá”, opina.

“O marketplace do Canal da Peça é segmentado para o público que procura por autopeças, dessa maneira, nossa exposição é direcionada exatamente para os clientes que desejamos atingir”, diz Alex Stamatto.

Criação sem complicação

Ao decidirem criar uma loja no Canal da Peça, só foi preciso mandar o logotipo da marca, escolher as cores e enviar a Planilha de Estoque.

+ Saiba mais sobre Planilha de Estoque

“A equipe da plataforma é muito criativa. Nossa loja ficou ótima e completa em poucos dias”, diz. “Hoje, só precisamos atualizar a planilha e ficarmos de olho no nosso Painel de Controle, que fica ligado o dia todo. Qualquer novidade por lá, como aprovação de pedido, já estamos prontos para enviá-lo.”

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A Gainer também possibilita que afiliados comercializem seus produtos. Nesse caso, o vendedor recebe 5% de comissão, enquanto a loja continua pagando os mesmos 12% ao Canal da Peça.



Rosane Matos faz parte do grupo. “Acredito muito no setor de autopeças e, por isso, decidi me afiliar ao plano”, afirma. “Atualmente, uso o Facebook e o WhatsApp para enviar o portfólio de produtos compartilhados, mas acho importante ir além e apostar em outros meios de divulgação”, diz.

 Veja os benefícios do uso do WhatsApp no varejo

Vantagens de uma loja física com a comodidade da internet

Não exageramos em dizer que a loja virtual, criada pelo Canal da Peça, é completa. Depois de enviar o estoque, que ficará exposto na loja com todas as informações da peça e fotos – isso, por conta da parceria do Canal da Peça com os fabricantes -, outras funções comuns de um e-commerce são ativadas.

Entre elas, o Moip, uma ferramenta para pagamentos seguros online; diferentes tipos de frete; e suporte. “Um dos grandes atrativos é a vantagem de poder parcelar em até 12 vezes. Muitos clientes, inclusive, ligam para a loja perguntando se podem comprar pela internet por conta do parcelamento”, afirma Stamatto, que relembra um caso.

“Em uma ocasião, um cliente que morava em outro estado precisava de um produto que ainda não estava adicionado na nossa loja online. Liguei para o Canal da Peça e o meu consultor explicou que poderíamos também criar produtos de fabricantes que não estavam cadastrados. Fiz o cadastro e realizei a venda”, diz.



De acordo com o vendedor, o suporte do Canal da Peça, tanto para ele quanto para seus clientes, é excelente. “Sempre que precisei, pude contar com a ajuda da equipe. Quando um cliente tem algum problema, também o encaminhamos ao SAC, que resolve para nós”, comenta Alex.

Frete para todos os gostos

O Canal da Peça disponibiliza seis tipos de frete – CDP Entrega, Sedex, Pac, Retirada na Loja, Entrega Turbo e Entrega por Transportadora.

+ Leia mais sobre nossas opções de entrega 

“Os que mais utilizamos são os Correios, o CDP Entrega, que tem uma taxa fixada de R$ 19,90, e a Retirada na Loja”, diz Stamatto. “Também temos 30 motoqueiros para entregas na região”, comenta ele, que trabalha, ao todo, com 50 funcionários.

Benefícios exclusivos para associados

O varejista, que faz parte do Clube Profissional, consegue vantagens diferenciadas, como a possibilidade de comprar e vender utilizando cupons de desconto e frete grátis. “Isso nos ajuda a vender cada vez mais. Recentemente, a Delphi fez uma promoção e vendemos muito”, diz.

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Segundo ele, outro ponto de destaque em ser membro do Clube é o fato da exposição nos marketplaces dos grandes fabricantes. “É um privilégio ter minha marca nos portais da Bosch, Delphi, SKF, Fras-le, entre tantas outras reconhecidas nacionalmente e internacionalmente.”

Setor conectado

A maioria dos pedidos feitos pela internet vem de consumidores finais, enquanto na loja física, de mecânicos. “Mas também percebemos que os profissionais da área têm utilizado muito a internet para pesquisar produtos, como uma espécie de ferramenta para a decisão de compra”, analisa.

Para Rafael Campion, cientista de dados do Google, a percepção de Alex está correta. “O varejo físico sem dúvida continuará importante, principalmente para categorias como alimentos e mesmo a de autopeças. Porém, o online será cada vez mais crucial para a decisão de compra”, afirma.

+ Leia a entrevista completa com Rafael Campion

Um estudo feito pela consultoria americana Forrester Research, por encomenda do Google, indica que 10% das vendas do varejo virão do e-commerce em 2021, mas outros 30% das vendas serão influenciadas pelo online, apesar de acontecer no offline.

“Mesmo o varejista que é 100% offline tem que estar de olho nas ferramentas online para promover sua loja e fazer parte da jornada de compra do consumidor”, diz Campion.

Canal da Peça X concorrentes

Antes do Canal da Peça, Stamatto também fez algumas vendas através de um grande marketplace, o qual não teve bom retorno. “Além de o processo ser muito burocrático, nós não temos tempo de cadastrar item por item nem de responder todos as perguntas dos clientes. Por isso, não foi bom para nós”, relembra.



Diferentemente do que ocorre no Canal da Peça, eles não precisam se preocupar com nada disso. “O SAC tira as dúvidas dos nossos clientes, o envio da Planilha de Estoque já resolve o cadastro dos produtos e, ainda, temos maior visibilidade no setor, o que, para nós, é fundamental.”

Futuro digital

Alex trabalha há 11 anos na Gainer. Começou como estoquista, atuou no telemarketing e passou pelo balcão até alcançar o cargo de vendedor. Durante esse tempo, pôde acompanhar todas as mudanças no varejo.

“Atualmente percebemos como é importante nossa marca estar presente na internet, pois amplia nossa rede de contatos. Hoje, vendemos para todo o País, especialmente para o Sul e para o Sudeste”, diz. “Fico muito orgulhoso de saber que a Gainer está crescendo e indo cada vez mais longe.”

De acordo com Stamatto, as vendas online ainda não superaram as da loja física, mas tem tudo para competir em um futuro próximo. “Não consigo imaginar a Gainer fora do mundo digital. Este universo só tende a crescer e queremos fazer parte dele sempre”, afirma. O Canal da Peça também.

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